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    Eu Creio, Nós Cremos - Tratado da Fé

    João Batista Libânio

    Edições Loyola
    2000
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9788515020935
    Português Brasileiro
    3.7
    3 avaliações
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    Como alguém, situado no movimento da subjetividade moderna em seu contínuo processo de transformação, levando em conta a situação peculiar de nosso continente, pode crer honestamente na revelação de Jesus Cristo? Esse curso procura ser uma teologia fundamental em que os tradicionais tratados sobre a Revelação e a Fé são estudados em sua íntima relação, sem esquecer de abordar os temas clássicos necessário a um curso de teologia.

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    Doney Corteletti Stinguel10/03/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lista de Livros: Eu Creio, Nós Cremos, de João Batista Libânio

    “A primeira causa do mal-estar da modernidade é o individualismo”. * “Vale aqui a frase que Leonardo Boff repete em seus escritos cristológicos, ao falar de Jesus: “Tão humano assim, só pode ser Deus mesmo”. Em Jesus se manifesta o excesso do humano, em cada ser humano se revela algo de Jesus. Jesus realizou todas as possibilidades da humanidade, enquanto nós realizamos algumas das possibilidades realizadas por Cristo. Portanto, essa relação Jesus Cristo e a realidade humana se dá tanto no nível do conhecimento como no da realização ontológica.” * “O sujeito que crê estabelece uma relação dialética com as realidades históricas. “Eu e minhas circunstâncias”, diria Ortega y Gasset. Existimos envolvidos pelos acontecimentos históricos que são, ao mesmo tempo, produzidos por ações humanas e conformadores do próprio ser humano. Fazemos a história e somos feitos por ela.” * “A modernidade combatera a religião em nome da razão. Destronara-a de sua função de reguladora da cultura e da sociedade. Reduzira-a ao rincão da privacidade individual ou de esferas especializadas. Para muitos, ela fora confinada às regiões do mito, do mágico, da infância da razão. Os mestres da suspeita consideraram-na definitivamente superada. Resquícios permaneciam por causa dos atrasos culturais, das contradições econômicas, das alienações primitivas. Era questão de tempo. A pós-modernidade insurge-se contra essa racionalização violenta da modernidade. A razão instrumental triunfante devastou regiões naturais maravilhosas. Gerou verdadeiro ecocídio. Mais: produziu um exército interminável de pobres. Tem criado um coração humano egoísta, individualista, fechado, condenado à solidão, consumista, sôfrego de prazeres que não o fazem feliz. Ameaça o homem pós-moderno o niilismo de valores, de bem, de verdade. E acompanha-o a melancolia cinzenta. Num movimento de reação e de ressurreição diante de tanta morte simbólica, ecológica e humana, abrem-se espaços para a dimensão estética, lúdica, gratuita, festiva, religiosa da existência. Os pobres constituem-se em instância terrivelmente crítica da razão moderna. Que fez ela por eles?” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    João Batista Libânio profile picture

    João Batista Libânio

    Fez seus estudos de Filosofia na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e também cursou letras neolatinas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Seus estudos de teologia sistemática foram efetuados na Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, onde estudou com os maiores nomes da teologia européia. Seu mestrado e doutorado (1968) em teologia foram obtidos na Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG) de Roma. Foi Diretor de Estudos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro em Roma durante os anos do Concílio Vaticano II, o que facilitou seu contato com os bispos e assessores de todo o Brasil. Retornou ao Brasil em 1968, onde por mais de trinta anos dedicou-se ao magistério e pesquisa teológica, na linha da teologia da libertação. Foi professor de teologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul e do Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Posteriormente foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Também foi professor no Curso de Realidade Brasileira do IBRADES, no Rio. Em 1982, Libanio retornou a Belo Horizonte. Lecionou, até seu falecimento, Teologia na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, antigo Instituto Santo Inácio em Belo Horizonte. Foi autor de cerca de 125 livros, dos quais 36 de autoria própria e os demais em colaboração com outros autores, alguns editados em outras línguas. Além disto, teve mais de 40 artigos publicados em periódicos especializados, além de inúmeros outros escritos em diversos jornais e revistas. Foi assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil e do Instituto Nacional de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, além de assessorar encontros das Comunidades Eclesiais de Base. Seus últimos anos foram como vigário na paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte. Faleceu em Curitiba no dia 30 de janeiro de 2014, vítima de um infarto.

    22 Livros
    9 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    João Batista Libânio