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    L'Oeuvre -

    Émile Zola

    Gallimard
    1982
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9782070339822
    4.5
    6 avaliações
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    Camarade de jeunesse de Cézanne, ami et défenseur de Manet et des impressionnistes, Zola a résumé dans L'Œuvre toute son expérience du milieu et des problèmes de la peinture sous le Second Empire et les premières décennies de la IIIe République. Document de premier ordre sur ces «Refusés», ces «plein-airistes» que nous considérons comme les fondateurs de la modernité, L'Œuvre dit aussi la tragédie d'un homme, Claude Lantier, tempérament romantique hanté par des rêves d'absolu, le désir de «tout voir et tout peindre. Des fresques hautes comme le Panthéon ! Une sacrée suite de toiles à faire éclater le Louvre !» Mais, devant l'incompréhension de l'époque, l'absolu du rêve deviendra celui de la détresse, et Claude, qui a commencé comme Manet, aura la même fin que Van Gogh.

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    Gláucia Renata Beretta picture
    Gláucia Renata Beretta04/05/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Obra - Émile Zola

    Publicado em 1886 é o décimo quarto volume da série Os Rougon-Macquart. Claude é um pintor que forma junto com alguns grandes amigos um grupo chamado O Cenáculo e se reúnem para debater seus talentos: pintura, escrita, jornalismo, escultura, música, etc. Ele é uma espécie de líder e é respeitado por suas ideias inovadoras, havendo um paralelo com o movimento modernista trazido por artistas como Delacroix e Manet, incompreendidos em sua época. Outro personagem interessante é Sandoz, melhor amigo de Claude é escritor e podemos notar ser ele o alter ego de Zola. Sandoz vem escrevendo uma série de romances sobre algumas gerações de uma mesma família inaugurando um novo gênero literário, pelas características, o Naturalismo. De quebra ele aproveita para rebater algumas críticas que deve terem sido dirigidas a ele. Claude conhece Christine que se torna sua amante, esposa e modelo de um quadro que seria a obra inaugural desse novo movimento e traz uma mulher nua num bosque ao lado de cavalheiros vestidos (está na capa da edição). Essa pintura não só não é aceita pela academia de pintura como é recebida com escândalo pelo público e a partir daí se inicia a queda de Claude. A maioria de seus amigos também duvida da genialidade de sua obra, daí fica a dúvida para o leitor se Claude era ou não talentoso. O livro se foca em Claude e Christine mas também acompanharemos a trajetória de cada um de seus amigos do Cenáculo: desilusões e fracassos de uns, sucesso de outros. Final impactante mas previsível.

    2 curtidas

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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