Fiquei satisfeita que o livro atendeu minhas expectativas quanto a mostrar um lado um pouco mais negativo, porém realista do Facebook. Eu esperava uma reflexão sobre os avanços da sociedade no quesito internet, em como a cultura tecnológica atual, onde todos estamos em constante observação, afeta nos comportamentos humanos. A autora dá credibilidade em suas opiniões, por ter trabalhado dentro da sede do próprio Facebook, quando ele estava em sua ascensão mundial.
Além de mostrar conflitos e dúvidas em relação a esse avanço, ela também mostrou como uma mulher, em meados de 2010, (pouco tempo atrás) era vista e tratada em uma empresa, e como ideias pré estabelecidas sobre força e capacidade ainda precisam ser revistas na nossa sociedade.
O livro traz questionamentos importantes sobre a linha tênue entre os interesses de uma empresa com desejo de ascensão e a “vista grossa” que ela exerce sobre as ideologias disseminadas por ela.
“O Facebook é o álibi perfeito. Não é o Facebook que faz mal as pessoas, elas fazem mal a si mesmas, mas é ele que faz isso ficar mais fácil de acontecer.”
O que me restou a pensar terminando o livro foi: até que ponto os avanços do mundo virtual são realmente benéficos para sociedade? Estamos criando meios para buscar relacionamentos mais duradouros ou apenas a ilusão disso? E melhor: por que sabemos disso tudo, e ainda sim escolhemos ignorar?
Talvez precisemos rever o que controlamos, porque pode ser que apenas achemos que estamos no controle.