A Dama Dourada: Retrato de Adele Bloch-Bauer - A Extraordinária História da Obra-Prima de Gustav Klimt

    Anne-Marie O'Connor

    José Olympio
    2014
    476 páginas
    15h 52m
    ISBN-13: 9788503012041
    Português Brasileiro

    É o retrato de uma época, do esplendor de Paris e Viena e da desgraça que se seguiu no pós-guerra: a perseguição e o extermínio dos judeus. Gustav Klimt, um dos maiores pintores de todos os tempos, era considerado um rebelde no final do século XIX, em Viena, quando pintou a sedutora aristocrata Adele Bloch-Bauer. Este livro é também a história da família Bloch-Bauer, de banqueiros judeus e todo o sofrimento desse povo. A dama dourada revela a saga desse quadro conhecido como O retrato de Adele Bloch-Bauer. A jornalista Anne-Marie O’Connor descreve como foi confiscado pelos nazistas e a disputa internacional entre o governo austríaco e a sobrinha de Adele anos depois. • Narrado como ficção, a jornalista Anne-Marie O’Connor (The Washington Post) utiliza-se de uma linguagem elegante e, ao mesmo tempo, fiel aos fatos.

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    Nivia Oliveira picture
    Nivia Oliveira20/05/2021Resenhou um livro
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    Quando comecei a ler esse livro pensei que se tratava de um romance sobre o pintor austríaco Gustave Klimt que pintou o Retrato de Adele Bloch-Bauer, mas ele vai além. Anne O´Connor fez um documentário que inclui diversas personalidades famosas como Stefan Zueig, Freud, Alma Shindler, Marc Twain, Kokoschka, Strauss, Heidy Lamarr, Egon Shilie, Bruno Schulz e tantos outros que nos aguça para outras biografias. Já li vários livros sobre o antissemitismo (a aversão aos judeus), mas esse mosaico me mostrou um outro lado: um país que acolheu os nazistas, permitiu o Anschluss (anexação da Áustria à Alemanha) e depois perdeu tudo, inclusive a dignidade. E uma dessas perdas foram as diversas obras de arte denominadas “degeneradas” que foram roubadas, queimadas ou vendidas mundo a fora. Para contar a história da Dama Dourada, a Monalisa da Áustria, é preciso contar também a história das mulheres vienenses: presas à sociedade burguesa hipócrita, aquelas que perderam ou nem tinham a própria identidade e se transformaram em espólio de guerra. Ora, se Klimt se inspirara em Teodora, a Rainha Bizantina de Ravena, nós também podemos tê-la como modelo na conquista da liberdade até como uma forma de “combater a amnésia histórica, provável combustível da repetição” como bem disse Hubertus Czernin. Meu enorme agradecimento à Patrícia de Camargo, grande professora de História da Arte do @art365 que destrinchou essa obra e complementou a leitura com obras de arte, imagens históricas e indicações de livros.

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