CAPA: Os guerreiros de Esparta - Como meninos de 7 anos eram transformados nos soldados mais temidos da Antiguidade. MATÉRIAS RESSALTADAS: Brasileiros x Italianos - Nas ruas de São Paulo; As origens do vírus da AIDS; À mesa com o Imperador; Os segredos da conquista do Oeste.
Aventuras na História Nº 128 (Março de 2014) - Os guerreiros de Esparta
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Março de 2014
"Guerreiros de Esparta" Reportagem sobre a cultura espartana, de maneira simplificada, com destaque para a educação de rigidez militar, desapego ao acúmulo de riquezas e vaidades, maior liberdade para as mulheres e senso de coletividade disciplinar na vida em sociedade. Entre as curiosidades, a ausência de muralhas na cidade (frente a notória capacidade militar), a desvalorização ao comércio e esquadras navais, permissibilidade ao infanticídio (no que consideravam sinais de fraqueza, como problemas físicos), a polêmica sobre relações homoafetivas entre tutores e aprendizes, e a poliandria na expectativa da geração de mais homens. A Batalha das Temópilas e a Guerra do Peloponeso foram abordadas em considerações breves, destacando a visão de Esparta sobre governo, sociedade e disposição para a guerra. Faltou citações sobre a mitologia valorizada, onde Ares, segundo informações na net, seria a divindade mais inspiradora e cultuada. "O falso paciente zero" Reportagem interessante, sobre investigação norte-americana, nos anos 80, para encontrar o "paciente zero" da AIDS no país. O contexto era preconceituoso, o que levou à conclusões semelhantes, na associação da doença estritamentente com gays, ignorando possibilidades diferentes, tratadas no texto. Em outro momento a revista havia abordado sobre primatas na África com endemia similar, mas que não se desenvolviam nos humanos (não havia contato rotineiro). O texto dissertou então sobre a migração-evolução a partir de episódios de fome desencadeada por guerras no início do século 20, levando à aproximação com chimpanzés na caça e desdobramentos viscerais no esquartejamento e distribuição das presas. Outro ponto, segundo o texto, é que a cultura dos cassinos e prostituição atraiu militares e o contexto foi profícuo à disseminação do vírus para outras nações, como os EUA, com Cuba e Haiti favorecendo. Considerações viáveis, mas também a criação de bode expiatório para cidadãos norte-americanos, que eximiam-se assim da difusão. Foi Cuba e Haiti... Ah, sei, sei.... Na gripe espanhola do início do século 20 os jornais também manobraram para associar a pandemia com espanhóis, ignorando os marinheiros dos EUA. A humanidade e suas pérfidas escolhas de guerras favoreceram, no final das contas, muitas das desgraças. "A princesa e a freira" Mary Del Pryore faz paralelo entre a Madre Tereza de Calcutá e Princesa Diana, em pontos como míséria e glamour, fama e desconhecimento, na disposição para a benevolência. Não se trata de crítica, mas de reflexão e inspiração para a ação - apesar de diferentes contextos, possibilidade presente e que faz diferença. "10 mulheres guerreiras" Listas dividem opiniões, em debate positivo, e na minha incluiria Débora, a juíza e profetiza citada na Bíblia. Oras, algumas das mulheres citadaS na revista são ilustres desconhecidas, eNQuanto Débora foi, será e continuará sendo inspiração para milhares de mulheres cristãs ou não através dos séculos... até a consumação. "Piquenique sem roupa" Gostei das considerações sobre a pintura de Manet, que é alvo de dúvidas e questionamentos sobre a ilustração inusitada - intriga e desafia observadores. Em linhas gerais, é imagem de revolução, desapegando-se de conceitos estabelecidos, como o nu associado apenas à arte sacra ou da mitologia greco-romana. Manet trouxe para cenário contemporâneo e cotidiano - um piquenique - ao mesmo tempo que não é de todo alienada à realidade retratada, pois o bosque mostrado era conhecido como local de encontros da prostituição. Essa edição está bem legal, com outras reportagens também curiosas, como a "Conquista do Oeste" (desmistifica o romantismo, explicitando a violência com que se desenrolou) e a história do tenente japonês "Hiro Onooda" (com disciplina samurai, permaneceu 29 anos em posto esquecido nas Filipinas, acreditando que a guerra não tinha acabado - segundo os relatos, chegou a ferir e matar pessoas).
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