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    Ignorância do Sempre -

    Juliano Garcia Pessanha

    Ateliê Editorial
    2000
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-10: 8574800058
    Português Brasileiro
    4.3
    14 avaliações
    Leram20Lendo1Querem16Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos4Desejados16Avaliaram14

    "Começa com poemas de forte impacto, que encaminham o leitor para o novo terreno onde pousa a experiência 'Sabedoria/Ignorância' neste livro. Em seguida, ensaios vêm preencher com outra consistência existencial o já apresentado, discutindo o 'dizer' da arte através de diálogos entre Kafka e Heidegger".

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    Marcelo Oliveira13/03/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Há muitos foras que ainda não brilharam

    Em a "Ignorância do sempre", de Juliano Pessanha, podemos descobrir que há muitos foras que ainda não brilharam, e que até o sempre, apesar de estar dentro, em um movimento de estagnação perpétuo, pode encontrar uma saída de emergência. O estranhamento é a esperança à vida que se tornou vida, definida, definitiva, em um mundo em que a solidão, a busca pela perda de tempo - pecados mortais para os homens de ação -, junto com as vozes do além dentro, num sentido anti horário, são reduzidas pelo horário à morte, nos novos acordos ortográficos paridos pelos esquecidos últimos homens. Se desejamos a vida lógica, uma certeira existência, não precisamos de um pingo de caos; se almejamos o conforto basta respeitarmos os sinais do Hadestrânsito; se estamos desesperados para sermos envolvidos pelo sorriso que pisca os olhos, basta dizermos sermos e dizermos ao mundo que estamos atualizados. Se estamos sufocados pela música das máquinas, cansados da mão de obra e de diversão estupidificante da ração-razão, precisamos nascer de novo, e de novo, de novo, e de novo, caminharmos como um guerreiro, se defendendo com o escudo do "não sei" e com a espada do "sem rumo". Há brechas e crateras por aí, de todos os tamanhos, há, ainda, britadeiras para o mergulho. Como encontrá-las? O primeiro passo é jogar os ponteiros do relógio fora. O segundo, encontrar vida fora do mediano-ambiente.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 14
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Juliano Garcia Pessanha profile picture

    Juliano Garcia Pessanha

    Após abandonar o curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), graduou-se em Filosofia pela mesma universidade. É mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutor em Filosofia também pela USP. Autor de Sabedoria do nunca (1999), Ignorância do sempre (2000), Certeza do agora (2002) e Instabilidade perpétua (2009), publicados pela Ateliê Editorial. Recebeu o prêmio Nascente da USP, em abril de 1997, nas categorias poesia e ficção, e o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na categoria literatura, em 2015, por Testemunho transiente, reunião de sua tetralogia, publicada pela Cosac Naify no mesmo ano. Sua obra é marcada por um hibridismo de gêneros, entre eles, ensaio, conto, aforismo, heterobiografia e heterotanatografia. Tece estreito diálogo com a literatura, a filosofia e a psicanálise, em busca de dizer as coisas em registros múltiplos de enunciação. É professor e dirige grupos de estudo de filosofia.

    8 Livros
    7 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Juliano Garcia Pessanha