Bartleby, o escriturário - Uma história de Wall Street

    Herman Melville

    L&PM
    2012
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788525413017
    Português Brasileiro

    Publicado anonimamente em 1853, Bartleby, o escriturário: uma história de Wall Street revela o estilo bem-humorado e por vezes sombrio de Herman Melville (1819-1891). Trata-se de uma história surpreendente pela simplicidade e aterradora pelo realismo. O narrador, um bem-sucedido advogado, contrata Bartleby para trabalhar como auxiliar de escritório. Ele se mostra um prestativo funcionário até que um dia, sem razão alguma, responde a um pedido de seu chefe com um desconcertante "Prefiro não fazer". Esse desacato, essa insubordinação ultrapassa a compreensão humana: é como se rompesse com a organização moral do mundo, desafiando verdades até então universais. Este texto fundamental do autor de Moby Dick é considerado precursor do Existencialismo e foi saudado por intelectuais como Albert Camus e Jorge Luis Borges, que viam na história uma discussão sobre o livre-arbítrio, o poder e a moral.

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    Gi S B17/02/2023Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Eita, livro ruim

    O autor de Moby Dick poderia ter escrito coisa melhor do que essa novelinha chinfrim. Um escriturário sem gosto, sem sal, sem vontade, mas que só prefere o não fazer, o não sentir, o não ser, o não existir, enfim, o não, resumindo a história. Dá nos nervos, deixa qualquer um nervoso, por sua inércia e seu negativismo em tudo. Que personagem mais idiota, no sentido literal da palavra, que ignora. É a negação da natureza, a negação da vida. E ainda tem gente que vê similaridades deste personagem com personagens kafkianos. Eu vi a chatice. E o pior foi o proprietário do escritório que o contratou. Que entrevista meia-boca, que processo seletivo mais leviano! O Rh de qualquer organização se sentiria ultrajado a compactuar em contratar um insano. Houve crítico que enxergou no personagem bartleby um ser autômato. O que eu vi foi um funcionário que se fosse real seria alguém que sofre de alguma moléstia de ordem psíquica, provavelmente um caso de esquizofrenia. Não seria o perfil de funcionário adequado ou pretendido. Ainda bem que o fim foi trágico. Morreu numa prisão. Triste fim para uma vida triste e sem sentido. Pelo menos no fim houve um sentido mais plausível como toda a narrativa até então. Ele estava fadado, no sentido de fado, de destino, a morrer, pois sua vida era uma morte constante, sem nenhum motor que o impulsionasse a viver. Um zombie, em uma palavra. Mas um zombie modorrento, inerte. Já foi tarde. Enquanto obra de literatura é esquecivel.

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