Um livro autobiográfico, mas sem a preocupação de narrar fatos e seguir uma cronologia; a preocupação é com o sentimento que os fatos despertaram.
Às vezes, na primeira pessoa, outras na terceira, a narrativa tem por objetivo mostrar "o rio do meio" que é o que corre e ocorre entre o realizado e o idealizado, entre projetos e frustrações, enfatizando sempre a esperança de dias melhores. Fala, principalmente, de amor (não o amor homem-mulher), do amor universal que faz com que as águas desse "rio do meio" se movimentem e impulsionem a humanidade em direção a um mundo melhor. Fala também da sensibilidade do homem (o macho), por vezes escondida por vergonha ou porque "homem não chora".
Enfim, é um livro introspectivo e, ao mesmo tempo, escancarado, pois mostra sentimentos e é, acima de tudo, delicado. A linguagem fluente utiliza-se de frases simples e claras, e, ao mesmo tempo, muito profundas.
Não é absolutamente um livro de auto ajuda, porque não apresenta soluções, apenas fatos do dia-a-dia de qualquer pessoa sensível; aliás, o livro destina-se a essas pessoas: homens e mulheres.