An Artist of the Floating World -

    Kazuo Ishiguro

    Penguin Books
    2013
    223 páginas
    7h 26m
    ISBN-13: 9780143124283

    Masuji Ono saw misery in his homeland and became unwilling to spend his skills solely in the celebration of physical beauty. Instead, he envisioned a strong and powerful nation of the future, and he put his painting to work in the service of the movement that led Japan into World War II. Now, as the mature Masuji Ono struggles through the spiritual wreckage of that war, his memories of the “floating world” of his youth, full of pleasure and promise, serve as an escape from, a punishment for—and a justification of—his entire life. Drifting without honor in Japan’s postwar society, which indicts him for its defeat and reviles him for his aesthetics, he relives the passage through his personal history that makes him both a hero and a coward but, above all, a human being. An Artist of the Floating World is a sensual and profoundly convincing portrait of the artist as an aging man. At once a multigenerational tale and a samurai death poem written in English, it is also a saga of the clash of the old and new orders, blending classical and contemporary iconography with compassion and wit.

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    Berttoni Licarião18/04/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Leituras de 2023 An artist of the floating world [1986] Kazuo Ishiguro (Nagasaki, 1954-) Vintage International, 2012, 208 p. No Japão da era Edo (1600-1867), o “mundo flutuante” (Ukiyo) designava tanto um estilo de vida pautado na busca pelo prazer quanto a manifestação toponímica desse mesmo princípio: os bairros de lanternas vermelhas para onde fluíam artistas e boêmios. Derivado da crença budista no “mundo de sofrimento”, o conceito foi ironicamente reapropriado ao longo dos séculos em alusão à beleza da impermanência, à volúpia da transitoriedade e à existência sem sentido do indivíduo: valores que, por definição, sustentavam as casas de prazeres japonesas. Mas o mundo flutuante é, ainda, metáfora para um mundo em transição, sobretudo se pensarmos no contexto da Segunda Guerra Mundial e da participação do Japão naquele conflito. O artista a que este título de Ishiguro faz referência é Masuji Ono, e o romance, narrado por Ono, se passa ao longo dos anos de 1948 e 1949. Com o fim da guerra, Ono se vê testemunha da dissolução de antigos valores (a exemplo dos distritos vermelhos em decadência), escombros da guerra e da modernização do Japão, e do surgimento de novos valores. Após uma fracassada tentativa de casar sua filha mais nova (por conta, desconfia, de sua arte ter sido usada durante a guerra pela propaganda imperialista), Ono se vê obrigado a reatar algumas pontas soltas de seu passado como forma de garantir que sua (má) fama não prejudique as chances de matrimônio de sua filha com um novo pretendente. Como em outros romances do prêmio Nobel, “Um artista…” é mais uma narrativa de ritmo lento, tautológico, profundamente marcada por uma atmosfera que comunica sobre suas personagens tanto quanto aquilo que elas efetivamente dizem. Os quatro longos capítulos que compõem o romance são circulares, intencionalmente repetitivos, e transmitem, com isso, muito da culpa e da solidão do envelhecimento em um país moralmente arrasado. Um estudo de personagem que entrega, ainda, profundas reflexões sobre o papel da arte e do artista em tempos de crise e barbárie. #kazuoishiguro #livros #resenhas #anartistofthefloatingworld #literaturainglesa #nobeldeliteratura

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