Raising Steam - Discworld - vol. 40

    Terry Pratchett

    Doubleday
    2013
    365 páginas
    12h 10m
    ISBN-13: 9780385538268

    Steam is rising over Discworld, driven by Mister Simnel, the man with a flat cap and a sliding rule. He has produced a great clanging monster of a machine that harnesses the power of all of the elements—earth, air, fire, and water—and it’s soon drawing astonished crowds. To the consternation of Ankh-Morpork’s formidable Patrician, Lord Vetinari, no one is in charge of this new invention. This needs to be rectified, and who better than the man he has already appointed master of the Post Office, the Mint, and the Royal Bank: Moist von Lipwig. Moist is not a man who enjoys hard work—unless it is dependent on words, which are not very heavy and don’t always need greasing. He does enjoy being alive, however, which makes a new job offer from Vetinari hard to refuse. Moist will have to grapple with gallons of grease, goblins, a fat controller with a history of throwing employees down the stairs, and some very angry dwarfs if he’s going to stop it all from going off the rails . . .

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    Luciana Darce28/01/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Raising Steam é o quadragésimo volume da série Discworld e o terceiro a girar em torno da figura do ex-estelionatário transformado em extraordinário homem do Estado, Moist von Lipwig – que após ter reestruturado os Correios de Ankh-Morpork em Going Postal, e todo o sistema bancário em Making Money, agora será o representante do governo no nascente desenvolvimento de uma empresa de transportes baseada em trens a vapor. O livro retoma o plot que existe por trás de A Magia de Holy Wood e Soul Music, onde idéias e conceitos diferentes ‘viajam’ pelo universo até encontrar mentes abertas que os possam compreender e trazer para o mundo. Foi assim com o cinema, com o rock’n’roll e é assim agora com o maquinário a vapor. Além de falar sobre questões de progresso, controle estatal, investimentos privados e expansão territorial, Raising Steam também traz debates sobre governo, terrorismo e gênero, centrados na figura dos fundamentalistas anões que não aceitam os acordos que trouxeram paz entre seu povo e os trolls em Thud!, nem os avanços tecnológicos representados pelas claques (que permitem a comunicação à distância através de torres que são um misto de código morse com internet) e pelo próprio sistema ferroviário, os quais eles enxergam como uma ameaça às suas tradições. É sempre curioso observar o quanto Pratchett consegue trazer do nosso mundo para o fantástico universo do Disco – e o quão verdadeiro esse mundo de fantasia se revela em todas as suas idiossincrasias. Ao longo das últimas três décadas, Discworld cresceu não apenas em número de volumes, mas também da evolução de seus personagens, na debate de questões ético-filosóficas e na idéia de que progresso tecnológico e social andam lado a lado e que ambos são necessários para que a civilização se desenvolva. Raising Steam não é o melhor livro da série – para quem acompanha Pratchett a um tão longo tempo, é perceptível um cansaço, uma dificuldade e repetição em certas partes. Mas é uma comprovação de sua genialidade que ainda que não esteja no seu habitual ritmo (levemos em consideração o Alzheimer – e cá entre nós, toda vez que me lembro desse detalhe sinto vontade de chorar...), o cara de chapéu continua a ser melhor do que muita coisa que encontramos pelas estantes das livrarias por aí. Ele rende boas risadas e muita reflexão e nunca seu universo medieval foi tão atual quanto no nosso cenário de preconceito e fundamentalismo religioso.

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