Por que não há filosofia brasileira? Essa é a verdadeira pergunta que o livro procura responder.
Para tal define filosofia como algo distinto de notas de rodapés, interpretações criativas e junções de autores contraditórios.
Como algo que busca desvelar seu tempo e sua cultura, procurando o universal, claro, mas partindo do particular no qual se encontra inserido.
Identifica como motivos da ausência de uma Filosofia Brasileira o ecletismo, mania de juntar numa colcha de retalhos várias filosofias sem nada negar e, consequentemente, nada afirmar. Uma razão ornamental, deslumbrada com o pensamento, a cultura e os problemas estrangeiros que apenas demonstra como nosso pensamento se encontra dependente e colonizado.
Longe de defender um relativismo ou um culturalismo, algo que o autor parece flertar em vários momentos, penso que a filosofia é a busca do universal, seja Ana arte, na ciência, na religião ou na política, pouco importa. No entanto, essa reflexão sempre parte do particular concreto o qual o filósofo está inserido, nesse sentido falta a Filosofia que queira merecer o nome de Brasileira se ocupar desse particular.