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    Box História da Literatura Ocidental -

    Otto Maria Carpeaux

    Leya
    2014
    4032 páginas
    5d 14h 24m
    ISBN-10: 8544101178
    Português Brasileiro
    4.6
    47 avaliações
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    Favoritos19Desejados506Avaliaram47

    A maior obra sobre literatura ocidental. Obra magna de Otto Maria Carpeaux. Uma coleção fundamental para entender a literatura produzida no Ocidente, escrita por um dos maiores críticos literários do país, Otto Maria Carpeaux. Da literatura grega à contemporânea, Carpeaux desenvolve suas análises e tece suas críticas em estilo único, aprofundado e embasado por vasto arcabouço teórico. Seu conhecimento nos leva ao encontro dos mais importantes autores da literatura ocidental, numa obra imprescindível para qualquer pessoa que se proponha a estudar verdadeiramente o tema. Volume 1 - Dos gregos e romanos ao primeiro século do cristianismo. Volume 2 - A fundação da Europa, o universalismo cristão, a literatura dos castelos e das aldeias, o Trecento (Dante, Petrarca, Boccaccio), o realismo e o misticismo medievais. Volume 3 - Os humanistas italianos e a literatura renascentista europeia, os humanistas cristãos e a reforma. Volume 4 - Poesia e teatro da contrarreforma, pastorais, epopeias e romance picaresco, o barroco protestante, a literatura oposicionista. Volume 5 - As origens neobarrocas, o arcadismo, o classicismo racionalista, o pré-romantismo, os enciclopedistas, o último classicismo. Volume 6 - Das origens do romantismo ao fim do movimento - o evasionismo, o byronismo, os radicais e utopistas. Volume 7 - O romance burguês, darwinismo e fatalismo, o romance psicológico, o século XIX. Volume 8 - O simbolismo, o fim do século XIX, a época do equilíbrio europeu (1900 a 1914) Nietzsche, Oscar Wilde, Mallarmé, Rimbaud e outros. Volume 9 - As vanguardas europeias, as revoltas modernistas, a I Guerra Mundial. Freud, Joyce, Proust, O'Neill, Franz Kafka, entre outros. Volume 10 - A literatura contemporânea, o existencialismo, a II Guerra Mundial e suas consequências. Saint-Exupéry, George Orwell, Camus, Calvino, Gabriel García Márquez, Cortázar, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e outros autores. Sobre o autor: Otto Maria Carpeaux, nascido Otto Karpfen (Viena, 9 de março de 1900 – Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978), foi um ensaísta, jornalista, crítico literário, crítico de arte, crítico de música e historiador austríaco naturalizado brasileiro. Publicou A História da Literatura Ocidental, uma das mais importantes obras publicadas no Brasil no século XX.

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    Leila de Carvalho e Gonçalves  picture
    Leila de Carvalho e Gonçalves 31/05/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Caixa Pequena

    Oto Maria Carpeaux poderia ter sido o que quisesse: cientista, professor de arte, de música ou literatura, líder político, doutrinador. (...) Além de ser um homem apaixonado, voluntarioso, combativo, Carpeaux era desses casos raros de capacidade universal, pois lia e aprendia muitas vezes mais rápido do que os outros.? (Antônio Candido) Judeu, nascido em Viena e convertido ao cristianismo, ele escolheu o Brasil para viver - naturalizou-se em 1942 - e é dono de uma extensa obra na qual se destaca a ?História da Literatura Ocidental?. De acordo com Carlos Drumond de Andrade, trata-se de um estudo minucioso ?que a cada página, suscita um problema, desvenda um significado e abre um caminho?, portanto, se você aprecia o assunto, com certeza, terá um espaço reservado para ela em sua estante. Carpeaux escreveu o manuscrito entre 1943 e 1945, um tempo recorde se levar em conta que se trata de cinco mil páginas posteriormente datilografadas por sua esposa e revistas por ele. Entretanto, a primeira edição, lançada pela Editora O Cruzeiro, pertencente ao grupo Diários Associados, só chegou às livrarias em 1959 e o resultado não atendeu às expectativas por conta das tiragens irregulares dos oito volumes impressos em papel de má qualidade. Porém, uma segunda edição dirimiu essas deficiências. Publicada em 1978, pela Editora ela também mereceu revisão, atualização e inserção de conteúdo por Carpeaux que, infelizmente, não teve a oportunidade de acompanhar a boa receptividade por parte da crítica e público,pois faleceu naquele ano. Desde então, a ?História da Literatura Ocidental? já mereceu duas republicações, fato que comprova seu contínuo interesse das novas gerações. Em 2008, ela foi publicada pela gráfica do Senado Federal e, em 2017, foi a vez da Editora LeYa que escolheu dois formatos: quatro volumes e dez livros de bolso, opção que escolhi. Todavia não comprei na Amazon, na ocasião, o preço cobrado pelo vendedor foi o mais caro que encontrei e acabei economizando uma boa quantia ao optar por outro site cujo prazo de entrega também era menor. Quanto aos livros, eles medem aproximadamente doze centímetros de comprimento por dezessete centímetros de altura, apresentam fonte confortável para leitura e foram impressos em papel creme, grosso com certa aspereza, inclusive, já li mais da metade deles e, apesar da lombada colada, nenhuma folha se soltou. O ponto negativo é a caixa. De papel resistente e similar a tantas outras encontradas à venda, é pequena para comportar os exemplares. Por sinal, depois que removi um, jamais consegui encaixá-lo de volta (vide foto). Não sei se fui exceção ou o problema é padrão, pois tentei trocar o produto, mas por descuido, havia expirado o prazo. Para finalizar, segue os títulos dos dez referidos volumes: 1. A Literatura Greco-Latina 2. A Idade Média 3. O Renascimento E A Reforma 4. O Barroco E O Classicismo 5. O Iluminismo E A Revolução 6. O Romantismo 7. O Realismo, O Naturalismo E O Parnasianismo 8. Fin Du Siècle 9. O Modernismo 10. As Tendências Contemporâneas Boa leitura! Nota: Três estrelas, cinco para o conteúdo e uma para a caixa.

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    Otto Maria Carpeaux profile picture

    Otto Maria Carpeaux

    Otto Karpfen, mais conhecido como Otto Maria Carpeaux (Viena, 9 de março de 1900 — Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978) foi um ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco por nascimento e brasileiro por opção. Filho único de pai judeu e mãe católica, nasceu em Viena (Áustria), em 9 de Março de 1900, onde cursou o ginasial. Ingressou na faculdade de direito por sugestão familiar, abandonando-a um ano depois. Estudou no Instituto de Química da Universidade de Viena entre os anos 1920 e 1925, mas nunca exerceu a profissão. Na década de 20, frequentava os círculos literários de Viena e conferências públicas de Karl Kraus. Estudou filosofia (doutorou-se em 1925), matemática (em Leipzig), sociologia (em Paris), literatura comparada (em Nápoles) e política (em Berlim); além de dedicar-se à música. Em março de 1930 casou com Helena Carpeaux que o acompanhou por toda a vida. Dedicou-se intensamente à literatura e ao jornalismo político, carreiras que deixou em Viena com passagens como redator da revista semanal Berichte zur Kultur und Zeitgeschichte articulistas do jornal Neue Freie Presse. Abandonou o Judaísmo em 1933[1], converteu-se à religião católica e acrescentou Maria e Fidelis ao seu nome, este último por pouco tempo. Tornou-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, Engelbert Dollfuss e Kurt Schuschnigg, respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao Reich alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio. Em princípios de 1938, foge com a mulher para Antuérpia (Bélgica), onde ainda trabalha como jornalista na Gaset van Antwerpen, maior jornal belga de língua holandesa. Diante da escalada nazista, Carpeaux se sente inseguro e foge com a mulher, em fins de 1939, para o Brasil. Durante a viagem de navio, estoura a guerra na Europa. Recusando qualquer ligação com o que estava acontecendo no Reich, muda seu sobrenome germânico Karpfen para o francês Carpeaux. Ao desembarcar, nada conhecia da literatura brasileira, nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no Paraná, designado para o trabalho no campo. O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para São Paulo. Incialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa de desfeitas de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, flamengo, catalão, galego, provençal, latim e servo-croata, sem dificuldades, em um ano aprendeu e dominou o português. Em 1940, tentou ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. É então que escreve uma carta a Álvaro Lins a respeito de um artigo sobre Eça de Queiroz. A resposta veio em forma de um convite, em 1941, para escrever um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Seu artigo é publicado e assim ganhou um emprego. Iniciava uma publicação regular. Até 1942, Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução. Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre nós e tornou-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano de 1942, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda nesse ano, publica o livro de ensaios Cinzas do Purgatório. Entre 1942 e 1944 Carpeaux foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1943, publica Origens e Fins. De 1944 a 1949 foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Em 1947 publica sua monumental História da Literatura Ocidental - o mais importante livro do gênero em língua portuguesa - no qual analisa a obra de mais de oito mil escritores a partir de Homero aos mestres modernistas. Em 1950, torna-se redator-editor do Correio da Manhã. Em 1951, publica Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira, obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo às suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente. Em 1953, publicou Respostas e Perguntas e Retratos e Leituras. Em 1958, publicou Presenças, e em 1960, Livros na Mesa. Carpeaux foi forte opositor do Golpe Militar, em 1964, redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos. Em 3 de fevereiro de 1978, morreu no Rio de Janeiro de ataque cardíaco.

    81 Livros
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    Otto Maria Carpeaux