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    Que seja em segredo (L&PM Pocket) -

    Ana Miranda

    L&PM
    2014
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788525427663
    Português Brasileiro
    3.3
    69 avaliações
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    Favoritos2Desejados569Avaliaram69

    Escritos da devassidão nos conventos brasileiros e portugueses dos séculos XVII e XVIII Puta dum corno, dos diabos freira, Eu me ausento, por mais não aturar-te; Tu cá ficas, cá podes esfregar-te Com quem melhor te apague essa coceira; (Antonio Lobo de Carvalho) Em Portugal e no Brasil dos séculos XVII e XVIII, a vocação religiosa não era razão determinante para uma mulher ser enviada a um convento. Elas podiam ser enclausuradas por rebeldia, excesso de sensualidade, de intelectualidade, por ter perdido a virgindade ou, simplesmente, pelo status que ter uma filha freira conferia às famílias. Como consequência, casos amorosos com monjas – platônicos e consumados – abundavam; celas e conventos eram ambientes de grande licenciosidade, e até mesmo o rei Dom João V era um “freirático” – aquele que frequenta freiras. Poemas luxuriosos, românticos, por vezes sarcásticos, escritos para e por freiras, em plena Inquisição, documentam tal costume dessa época em que, como poucas, a interdição sexual teve a função de afrodisíaco.

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    André Marques Ferreira Rittes picture
    André Marques Ferreira Rittes17/04/2015Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Mais romantismo do que luxúria

    É louvável o esforço de Ana Miranda em resgatar uma parcela da história do Brasil e Portugal, mas este livreto com o subtítulo de "textos de devassidão" tem mais chatice romântica do que propriamente licenciosidades. O teor erótico é baixíssimo e o exagero próprio do romantismo irritantemente alto, ou seja, me parece que a capa e a intenção apontam para um lado e aquilo que na verdade é a obra, para outro. Não acredito em má fé da autora, quando muito na esperteza do editor, mas se você procura erotismo, passe bem longe desse livro. Se procura histórias picantes reais dos conventos nos séculos XVII e XVIII, também. Prefira ler o sempre excelente e estimulante volume de José Paulo Paes "Poesia erótica em tradução" ou qualquer coisa da fase pornográfica de Madame Hilda Hilst.

    6 curtidas

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