O mais relevante desse livro é a argumentação de Hall de que a concepção do sujeito moderno como unificado, sólido não passa de uma construção, de algo imaginado. Em suas considerações sobre a identidade nacional, ele explica quais mecanismos constroem o sentimento de uma identidade nacional, única e indivisível. Faz percursos pela história para explicar como se dá essa construção de uma identidade nacional, recorrendo a Hobsbawn.
Destaca que a "pureza" dos povos hoje tão almejada por fundamentalistas e nacionalistas, na realidade, nunca existiu já que a maioria das nações consiste de culturas separadas que foram unificadas através de conflitos violentos. E exemplifica o próprio povo britânico que se constitiu(na sua alegada "pureza") de um híbrido de celtas, romanos, saxões, vinkings e normandos. Bem "puro", né?
Logo o que causa o "desconforto" atual é não poder mais contar com essas linhas bem definidas. O processo de globalização tanto construiu novas identidades como desestabilizou as antigas, mas somente porque ele permite ver para além das construções discursivas as quais estamos acostumados.