Discurso do método -

    René Descartes

    L&PM
    2005
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788525429988
    Português Brasileiro

    Cogito ergo sum. "Penso, logo existo." Tal proposição resume o espírito de René Descartes (1596-1650), sábio francês cujo Discurso do método inaugurou a filosofia moderna. Em 1637, em uma época em que a força da razão tal qual a conhecemos era muito mais do que incipiente, e em que textos filosóficos eram escritos em latim, voltados apenas para os doutores, Descartes publicou Discurso do método, redigido em língua vulgar, isto é, o francês. Ele defendia o "uso público" da razão e escreveu o ensaio pensando em uma audiência ampla. Queria que a razão, este privilégio único dos seres humanos, fosse exatamente isso, um privilégio de todos os homens dotados de senso comum. Trata-se de um manual da razão, um prático "modo de usar". Moderno, Descartes postulava a ideia de que a razão deveria permear todos os domínios da vida humana e que a apreciação racional era parâmetro para todas as coisas, numa atividade libertadora, voltada contra qualquer dogmatismo. Evidentemente, tal premissa revolucionária lhe causaria problemas, sobretudo no âmbito da igreja: em 1663, vários de seus livros foram colocados no Index. Razão alegada: a aplicação de exercícios metafísicos em assuntos religiosos. Discurso do método mostra Descartes - para quem "mente" , " espírito", "alma" e "razão" significam a mesma coisa - marcou indelevelmente a história do pensamento.

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    Doney Corteletti Stinguel20/01/2014Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Discurso do método, de René Descartes

    “O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: pois cada um pensa estar tão bem provido dele, que mesmo aqueles mais difíceis de se satisfazerem com qualquer outra coisa não costumam desejar mais bom senso do que têm.” * “Nunca observei que através das discussões que se praticam nas escolas se haja descoberto alguma verdade que antes se ignorasse; pois, enquanto cada um procura vencer, esforça-se muito mais em fazer valer a verossimilhança do que em pesar as razões de uma e de outra parte; e os que foram por muito tempo bons advogados nem por isso são depois melhores juízes.” * Mais em:

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