Edição Nº 5 da Revista Diário, periódico amapaense, com a reportagem principal abordando o impacto sofrido pela pororoca do rio Araguari, outrora a maior e mais imponente da região.
Revista Diário - Nº 05 - Amapá - Ano 1 - Abril/2015
não informado
Similares (3)
Ver maisNessa edição as reportagens de cunho ambiental foram as que me chamaram mais a atenção, principalmente a que trata dos impactos no rio Araguari. Além do fim da pororoca como era lendariamente conhecida, o rio sofre com a perda da vazão e sua parte baixa tem sido impactada pelo processo de salinização, que já avançou mais de 15 km. Prejuízo para o ecossistema e para as populações ribeirinhas. O dano ambiental tem origem na criação extensionista de búfalos e nas três hidrelétricas no seu trajeto (Paredão, Ferreira Gomes e Caldeirão). A bubalinocultura está destruindo o ambiente e criando novos canais, fazendo com que o rio perca mais de sua afetada vazão e esteja mais suscetível à água salobra vinda por esses novos caminhos. As hidrelétricas afetaram a vazão (o rio era o de maior volume d'água no Amapá) e, segundo especialistas, tende a assumir caracteristicas lacustres, pantanosa e salinizada em em sua extensão final. O EIA-RIMA da última hidrelétrica acercou-se apenas dos impactos nas imediações do empreendimento e nem considerou os prejuízos ao baixo Araguari. A pororoca, outrora celebrada e buscada por surfistas de tudo que é canto, perdeu sua força no Araguari. Foi-se o tempo de onda mais duradoura do mundo, quando se estendia por cerca de 20 km em mais de 40 minutos. Onda que tinha de 4 a 6 metros... Perdeu-se pela ação mal planejada do homem. O rio está morrendo e muita coisa vai com ele em suas modificações. Isso é só o começo... O dano ambiental é também mostrado nas matérias sobre o Bailique e Cabo Norte, decorrente de erosão fluviomarinha (que tem sido acelerada e intensificada pela crescente destruição da cobertura vegetal por ação predatória humana). Finalizando, o prejuízo ambiental desencadeado pela bubalinocultura é também a causa da degradação na Região de Lagos do Amapá. O estado tem um dos maiores rebanhos do Norte e sua ação tem sido destruidora para a REBIO do Lago Piratuba. Não sei como as autoridades competentes tem permitido isso. Os novos canais estão levando água salobra para os lagos, falicitado a pesca predatória e danos ambientais. Deve ter interesses escusos nesse meio... Esse é o Amapá, o estado mais preservado do país!
Estatísticas
Avaliações
4 / 2- 5 estrelas0%
- 4 estrelas100%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%



