O filho eterno -

    Cristovão Tezza

    Record
    2016
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788501077882
    Português Brasileiro

    Nova edição do clássico de Cristovão Tezza, aclamado por crítica e público Num livro corajoso, Cristovão Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. O autor aproveita as questões que apareceram pelo caminho nestes 26 anos de Felipe para reordenar sua própria vida: a experimentação da vida em comunidade quando adolescente, a vida como ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro, as dificuldades de escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta, e a pretensa estabilidade com o cargo de professor em universidade pública. Com precisão literária para encadear de maneira clara referências de anos e situações tão díspares, Cristovão Tezza reforça, com a publicação de "O filho eterno", seu lugar entre os maiores escritores brasileiros.

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    Clio17/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Filho Eterno me chegou às mãos por indicação, ou melhor dizendo, por premiação do Jabuti que até hoje ainda não me decepcionou. Em pouco mais de duzentas páginas, Tezza se expõe confessando os sentimentos, falhas e decepções ao receber seu primeiro filho ao mundo, Felipe, uma criança com Síndrome de Down. Não é um texto focado na neurodivergência que é um assunto já exposto em vários outros títulos para crianças e adolescentes. Nessa obra, o autor realiza um expurgo da própria alma no que poderia ter sido mais um caso de "órfão de pai de vivo" que para quem não conhece a expressão, refere-se a crianças abandonadas pelo pai - algo infelizmente extremamente comum em crianças com necessidades especiais. Sem meias palavras, Tezza revela o ódio, a dor e o egoísmo que o levam primeiramente a pensar no alívio de uma possível morte do filho até a sanha pelo reconhecimento alheio de seu "autossacrifício". Xom essa exibição nua do caráter humano, o autor compartilha seus anos de vida com Felipe e não oferece nada além do amor da convivência, nenhuma tentativa de expiação pelos próprios sentimentos. É tocante, triste e realistíco. Recomendo.

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