Digo isso porque... Puts, me decepcionei tanto! E olha que adoro as quatro, e já conhecia o trabalho delas. Não sei se foi expectativa (e creio que não, já que não sou de ficar ansiosa) ou porque talvez eu esteja perdendo meu lado de acreditar - ou ao menos aceitar - em histórias fofinhas em que tudo-no-final-fica-perfeito (o que é terrível também, porque veja bem, tenho quinze aninhos, devia ainda acreditar em lindas histórias de amor).
Mas eu acho que me decepcionei tanto porque meu estilo literário deve estar mudando. Isso, deve ser essa a razão. Veja bem: nunca gostei de romances, por que me convenci de que iria gostar desse?
Depois dessa minha introdução e desculpas, vou falar o que achei:
Conto da Paula Pimenta
Adorei Fazendo Meu Filme! Curti mesmo, e talvez seja porque adoro Cinema como a Fani. E achei bem escrito o conto, por mais que não goste muito de frases prontas e declarações apaixonadas exageradas. A personagem principal me irritou, admito (acho que minha tolerância por personagens riquinhas mimadas e que se sentem injustiçadas se esgotou), e o garoto é um personagem muito querido, mas muito príncipe encantado (e acredite, estou querendo excluir essa resenha já aqui, porque estou me achando muito chata, mas preciso tanto contar o que achei porque tenho essa mania de ter opinião sobre tudo).
Fiquei desejando muito estar no Chile como a Mabel, viajando deliciosamente. Tem começo, meio e fim bem definido, me agradou nisso. É o segundo melhor.
Conto da Babi
De loooooooonge o melhor (sério) e na real o único que eu realmente posso dizer que gostei. Dos quatro contos, este é o mais "pé no chão" e mais cativante. Nada acontece corrido e forçado como os outros três contos (e foi exatamente por essas duas coisas que me desagradou tanto os outros que li). As referências musicais são fofas e de muito bom gosto. A personagem principal tem mexas azuis e usa óculos de grau (adoro) e o cenário é a maravilhosa Avenida Paulista, com MASP sendo ponto de encontro. João Paulo é o mocinho mais legal dos quatro contos, os diálogos não são forçados (amém) e bem engraçadinhos, com referências de Beatles e Los Hermanos que pelo menos de mim arrancou sorrisos.
E eu já disse que não é nada forçado e corrido? Não é nada forçado e corrido! O amor não brotou do nada, eles não acabaram se amando eternamente de um dia para o outro e não há juras de amor eterno! Se eu adorei? Amei! Ficou muito mais romântico e crível que qualquer outro conto.
E posso falar? Esse conto é o que vale o livro. É lindo, e tem um toque de poesia na escrita em 3ª pessoa, com a visão do observador na vida dos dois protagonistas. A estrutura de "um cenário só" e um jeitinho de crônica dessas vidas modernas cotidianas deu uma estética mais madura e refinada comparada com os outros três contos.
Conto da Bruna Vieira
Puts, eu adoro a Bruna! Imagine uma pessoa que eu colocaria na lista "É gente boa pra caramba" e ela estaria lá. Em seus vídeos ela mostra uma doçura que acho um amor. Mas talvez por gostar tanto da pessoa que ela é eu tenha me decepcionado tanto...
Ela caiu no clichê que eu mais odeio: histórias de amores eternos e juras apaixonadas de duas pessoas que em uma semana já estão se amando e namorando.
Gosto de desenvolvimento bem feito entre as relações dos personagens, e não senti empatia nenhuma por eles. A Jasmine, que eu esperava ser super legal (ela tem cabelos cacheados, volumosos e coloridos! Quer ser mais diva?) era tão sem gracinha que parecia coadjuvante de sua própria história. O mocinho, Davi, nem deu tempo de gostar dele e quando vi o conto estava acabando! E ainda tinha competição feminina, coisa que odeio tanto e é tão usado (sempre tem que ter a mina escrota invejosa pra fazer a mocinha sofrer, gente? Até quando?).
As crônicas da Bruna são muito legais, mas os romances dela eu me decepcionei :( espero ter mais sorte com seus livros futuros.
Thalita Rebouças
Fala sério, Talita! Eu que te acho tão legal e me vem com esse conto mequetrefe? E não é por conta das referências de samba, funk ou carnaval. Aliás, solta um samba aí que adoro. Mas achei tão forçado! As três amigas são bem humoradas, mas eu senti que tudo tinha tanto exagero que forçou meeeesmo a barra. Foi o piorzinho, parece um rascunho, e me chateou bastante, porque esperava um conto final que fechasse o livro com chave de ouro.
A parte final do conto foi um exagero só, uns plot twist bem impossíveis (teve gente famosa, barraco na imprensa, artista internacional, tudo isso em volta de três meninas normais) e romance mais uma vez forçado e de juras de paixão a primeira vista e amores eternos em apenas UMA noite, que meu senso gritava: isso está subestimando sua inteligência.
Conclusão: devo estar me tornando em uma pessoa muito chata. Não que eu seja obrigada a gostar de algo, mas me decepcionei de uma maneira, não concordei com tanta coisa que li e tinha vontade de mudar tanta coisa que me senti crítica demais, chata mesmo. O único que gostei foi o da Babi, que aliás, releria de boa porque achei encantador. Talvez eu deva tentar outros gêneros literários, porque livros teens já estão me incomodando com essa temática beirando-ao-conto-de-fadas.
Tenho certeza que teria aproveitado mais se eu tivesse 12 e não 15. Sei lá. E nunca escrevi uma resenha tão grande no skoob :o