A forma como o Kira morre no mangá é infinitamente mais satisfatório, coisa linda. A atmosfera de ler o mangá também é outra já que ele sempre foca no que cada personagem está pensando e suas verdadeiras intenções.
E também, agora lendo com mais calma e sem aquele meu luto completo pelo L ter morrido já que ele era meu personagem preferido, consegui me afeiçoar bem mais ao Near já que ambos, com toda a certeza do universo, são autistas. Me deixou surpresa perceber o que seria o mundo ideal para pessoas autistas. Um trabalho tão inclusivo como esse, onde ele pode até brincar, mesmo já tendo 17/18 anos, e ninguém ligar. Ninguém zoar. Ele sendo apenas ele mesmo ali.
Com o L foi a mesma coisa, tão lindo esse mundo utópico. Imagina se nos trabalhos que se dizem tão "inclusivos" fossem assim? Respeitassem mais o espaço do autista para ele ser quem ele é? Ou, no geral mesmo. Não precisássemos sempre nos esconder porque o que fazemos pode ser mal visto aos olhos de neurotípicos? É tão triste saber que os empregos onde falam que tem vaga para PCD, não há nem opção para nós. Ou, quando tem, nos exclui tanto. Isso é para neurodivergentes, no geral.
Por mais personagens autistas bem feitos, como esses dois. O triste é que quando o personagem fala abertamente que é autista, automaticamente fica super estereotipado e horrível (o Dorama Uma Advogada Extraordinária que o diga), mas quando são personagens headcanons fica tão bom.
E deixarei um último adendo em forma de pergunta: por que autistas retratados na mídia, que não são falados abertamente que são, são mais bem aceitos a ponto de ter neurotípicos querendo imitar seus trejeitos (vide L), enquanto nós mesmos autistas somos zoados e até repudiados por agirmos apenas normalmente? Quem ditou que o certo é apenas o jeito que vocês agem?
Enfim, poderia ficar aqui escrevendo eternamente tudo que eu acho de mais escroto em um neurotípico, porem está ficando gigantesco já.