O livro é composto por três épocas, ou seja, o primeiro capítulo se passa no ano de 1912 na cidade de Belo Parque em Santa Catarina, o segundo capítulo se passa na época atual no Rio de Janeiro, logo após, no quarto capítulo retornamos no tempo parando no ano de 1933, novamente na cidade de Belo Parque.
No primeiro capítulo a autora nos apresenta os personagens precursores desta trama. São eles: Santiago e Elisa, casal que se apaixona ainda na adolescência e vive uma linda história de amor. Santiago tinha um grande e inseparável amigo, Afonso, seu companheiro desde a infância. Já com o casamento marcado, Santiago e Afonso fazem uma promessa de que seus futuros filhos se casarão um com o outro, e para isto contarão com a sorte de terem um menino e uma menina. O destino contribui com os amigos, Santiago tem uma menina, Ângela. Afonso tem um menino, William. Os dois crescem sabendo da promessa que seus pais fizeram e estão de acordo com ela, mas com o tempo algumas coisas acabaram por se modificar, William foi morar na cidade e Ângela continuou no interior. Com a distância, o sentimento de Ângela esfria e ela acaba por se interessar por um vizinho (Felipe), irmão de sua melhor amiga (Lilian). Ângela e Felipe estão apaixonados e ela tenta convencer os pais de que não quer se casar com William, mas Santiago e Elisa não aceitam a decisão da filha e não quebram a promessa, especialmente depois de Afonso ter falecido. Santiago acha que em respeito ao falecido amigo, deve manter o trato e casar seus filhos como era o desejo de ambos.
William chega à fazenda acreditando que sua prometida nutre por ele o mesmo sentimento que ele nutre por ela, mas é pego de surpresa quando se depara com uma linda jovem enraivecida e enfurecida disposta a tudo para afastar seu indesejado noivo e fazê-lo desistir do casamento. Ângela é mesmo capaz dos mais horríveis atos para chegar ao seu objetivo e ela está sozinha nesta empreitada já que sua família e seus amigos caem de amores por William assim que o conhecem, e não é para menos, William é o homem mais íntegro, correto e gentil que pode existir e está completamente apaixonado por sua noiva.
Com o objetivo de abusar do seu pretendente, Ângela o incumbe de fazer renascer um antigo jardim que ela ganhou do pai e que nunca moveu uma palha para que florescesse algo ali. Mesmo sem entender nada de jardinagem, William aceita o desafio e jura que fará dali um lindo jardim. E assim as flores, 'personagens' tão importantes, entram na história para ficar.
Bem, aqui eu apresentei para vocês os acontecimentos dos anos de 1912 e posteriormente os de 1933, mas vocês devem estar se perguntando onde exatamente entra a época atual não é mesmo? Pois bem, agora vocês conhecerão Raquel, a sobrinha/bisneta de Ângela (existe este parentesco? Acho que sim, hehe). Raquel é uma jovem menina que sai do Rio de Janeiro com seus pais e dois irmãos menores para morar na fazenda que os pais herdaram em Belo Parque - Santa Catarina. Ela está muito contrariada por ter que largar, casa, amigos e modernidade para morar no meio do nada em uma casa antiga. Porém chegando lá, resolve se aventurar e conhecer cantos da casa que em outras oportunidades não havia se interessado em conhecer, eis que então ela chega a um quarto secreto cheio de coisas antigas, rapidamente Raquel encontra um diário muito antigo, mas em perfeito estado, pertencente a uma certa Ângela que ela não faz ideia de quem seja. A curiosidade a vence e Raquel começa a leitura da história de amor mais visceral que ela (e nós) já viu na vida.
Me estendi na explicação da trama, mas é que eu precisava tentar fazer com que vocês entendessem o quão especial é esta história de amor.
Não é novidade para quem conhece o trabalho da Alane o quanto ela consegue nos emocionar com suas tramas tão bem escritas e elaboradas, onde tudo se encaixa perfeitamente bem. Quando recebi a proposta de ser a primeira a ler este livro que ainda nem foi publicado, já tinha a mais absoluta certeza de que ele entraria sem escala na minha seleta lista de favoritos, e realmente foi o que aconteceu. Fiquei ainda mais impressionada quando ela me confidenciou que, apesar de não ser sua primeira publicação, foi o primeiro livro que escreveu quando ainda era bem jovem. Algumas mudanças ocorreram de lá pra cá, mas a essência segue a mesma.
Em "O Que Me Disseram as Flores" o leitor vai rir, chorar, odiar, amar e torcer pela felicidade dos personagens principais. O livro nos pega de surpresa e nos arrebata por dentro por conta da forma como Alane sabe mexer com nossos sentimentos e ela sabe mesmo como fazer isto, mais uma vez eu digo, quem já leu O Trio entende do que estou falando.
Mais que um romance, "O Que Me Disseram as Flores" é uma lição de vida, sei que parece totalmente clichê o que eu acabei de dizer, mas é mesmo verdade, a trama vai além do esperado e nos deixa perplexo com o fato de que algumas atitudes impensadas, imaturas e irresponsáveis podem mudar nosso destino definitivamente.
É preciso dizer que AMEI, AMEI e AMEI o livro? Perfeitamente perfeito. Por favor editoras, publiquem de uma vez, o livro merece e precisa ser lido por todos!!!!!