A coisa mais difícil ao ler esse livro foi forçar meu cérebro a transformar os gêneros já conhecidos da minha memória em outros.
As 100 primeiras páginas foram difíceis. Eu queria associar os antigos personagens as situações descritas no novo livro e confesso que demorou para eu me acostumar.
As histórias das duas versões são praticamente iguais, como todos já sabíamos, o que torna a leitura cansativa às vezes, ainda mais se você não é muito fã das releituras.
As mudanças referentes aos genêros são sutis, e como a autora mesma disse, ela quis provar que o sexo do personagem não influenciava suas atitudes e pensamentos.
Mas sob meu ponto de vista não deu muito certo. Não pareceu, quando eu estava lendo, que o narrador era um homem. Exceto nas vezes em que ele conjugava o verbo no sexo masculino.
Então Beau, é praticamente Bella, só que com baixa auto-estima em estado mais grave.
Sua auto depreciação, algo que ele mesmo alega fazer, causa irritação durante a leitura, ainda mais se compararmos isso com a quantidade de vezes que ele exalta a perfeição de Edythe.
A relação do protagonista com os demais personagens, exceto Edythe, é sempre apática.
Agora ao invés de Edward temos Edythe. Ela é debochada e está sempre rindo de alguma coisa que Beau falou ou fez. Essas atitudes acabaram deixando a personagem com um ar superior.
Ela passa o tempo todo irritada com alguma coisa e Beau pede desculpas ao menos 1 vez por página quando está com ela e isso até o final.
Então temos o romance propriamente dito.
Aqui vemos Edythe cortejando Beau. Ela é o cavalheiro da relação. Abre portas, pega casaco, carrega no colo (ainda não consegui visualizar a cena já que na descrição dos personagens Beau é bem mais alto que Edythe) e as falas que ficavam tão bem na voz de Edward, imaginada na minha cabeça, não casaram bem em Edythe. Não senti a emoção que sentia nos gêneros originais. Nessa versão tudo pareceu muito forçado, até o amor de ambos.
Mas certamente o ponto alto desse livro é o final que me pegou de SURPRESA...
Aqui a autora tomou a liberdade de fazer mudanças bem drásticas e eu gostei desse novo rumo, embora tenha quase chorando um pouco. NÃO VOU DIZER O MOTIVO!!
Com esse novo final, a Stephenie não deixou brechas para uma sequência. Vida e Morte é um livro único.
Para finalizar, gostaria de dizer aos fãs da Saga, que ainda tenho um carinho muito grande por Crepúsculo. Foi o primeiro romance juvenil e sobrenatural que eu li. Mas não leria novamente.
Há coisas que só são boas na primeira vez. Peço desculpa se alguém se chateou com minha opinião, eu tentei ser sincera e respeitosa.
Se você é fã de Crepúsculo, leia esse livro e mate a saudade de Forks e do amor intenso entre uma vampira e um humano.
**Gostaria de alertá-los caso comprem a primeira edição desse livro. Ele está cheio de erros que presumo serem de tradução ou de revisão, justamente relacionado ao gênero.
Beau se refere a Edythe como ele, e vice-e-versa.