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    Cavalos do amanhecer -

    Mario Arregui

    L&PM
    2003
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: 8525412910
    Português Brasileiro
    4.2
    51 avaliações
    Leram71Lendo7Querem45Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos6Desejados45Avaliaram51

    Na luta íntima do impetuoso Reyes, no fatalismo de Ranulfo González, este Ulisses campeiro, nas visões e superstições dos irmãos Correa, na honradez do Sargento Maciel, no mudo desespero de Martiniano Ríos, na coragem reconquistada de Diego Alonso, no desejo de Pedro Arzábal que a natureza mata como a fêmea dos mantídeos ao macho, no destino incontornável do duelista Paredes e na atmosfera pagã que comanda o assalto ao padeiro Orsi, o estupendo narrador que é o uruguaio Mario Arregui lega à literatura os traços essenciais do homem do Sul e renova os dramas universais com a riqueza peculiar da ordem regional. Cavalos do amanhecer reúne alguns de seus melhores contos, entre os quais Lua de outubro, transformado em filme em 1997, com direção de Henrique de Freitas Lima. Contos: Noite de São João O regresso de Ranulfo González Os contrabandistas Três Homens Cavalos do amanhecer Diego Alonso Lua de outubro A vassoura da bruxa Os ladrões

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    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino31/01/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    cavalos do amanhecer

    Quem fez propaganda deste livro foi o Ronaldo Lippold, também um rato dos livros. Ele me emprestou e li em uns dias de quase inverno, cinzas, como se mostrou ser o adequado. São contos de fronteira, daquele mundo onde os gaúchos mal se sabem brasileiros dos pagos ou uruguaios, castelhanos da gema, ou melhor, sabem, mas não vêem isto como uma separação intrínsica. São contos robustos, retratando um mundo do final do século XIX, tempos de quase guerra civil no Uruguai. Acho que este é o único livro de Mario Arregui (morto em 1985) traduzido para o português. Não sei se os contos pertencem a um único livro (o primeiro, "Noite de São João, sei que é de 1956) ou se foi compilado dentre uma produção literária que se estende por bons trinta anos. A tradução ficou a cargo do Sérgio Faraco. Difícil escolher um dos nove contos para ressaltar, são todos muito parelhos (para usar um termo gaudério). Gostei do "Diego Alonso", onde um sujeito escolhe uma forma limite para provar sua honradez e coragem. Em "A vassoura da bruxa" o leitor também se surpreende como Arregui retrata tão bem o espírito gaúcho, do homem integrado ao ritmo dos campos e das coxilhas. A conversa entre sogra e genro em "A volta de Ranulfo González" é impagável, muito boa mesmo. Neste conto ele registra: "Deus fez o mundo, tomou uns tragos pra festejar e até hoje não curou na borracheira". Incrível, que idéia! Em "Os contrabandistas" sonho e realidade criam uma atmosfera tensa. Há um clima grego nas histórias, como se o gaúcho fosse sim um marinheiro no vasto mar verde destes pagos. Belo livro. Esta dica eu tenho de agradecer ao Lippold. [início 10/05/2010 - fim 19/05/2010] "Cavalos do amanhecer", Mario Arregui, tradução de Sérgio Faraco, editora LP&M (pocket vol. 346), 1a. edição (2008), brochura 11x18 cm, 138 págs. ISBN: 978-85-254-1291-1

    6 curtidas

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    4.2 / 51
    • 5 estrelas39%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Mario Alberto Arregui Vago  profile picture

    Mario Alberto Arregui Vago

    Mario Arregui nasceu em Trinidad (Uruguai), em 1917, descendente de imigrantes bascos e lombardos. Passou a infância no campo e em 1935 foi estudar em Montevidéu. Eram os anos da ditadura Gabriel Terra. Na Europa, estalava a guerra civil espanhola. Em 1937-8, engajado no movimento de ajuda à República Espanhola, começou a exercer militância política (que nos anos setenta o levaria a prisão, como a milhares de outros uruguaios) e a escrever. Nessa época, esteve no Paraguai, e mais tarde, no Brasil, Chile, Peru e também na Europa. Em Cuba, foi membro da comissão julgadora do concurso anual de literatura da Casa das Américas. Seus contos já foram traduzidos para diversos idiomas, entre eles o russo, o tcheco, o italiano e o português. Faleceu em Montevidéu, em 1985.

    3 Livros
    5 Seguidores

    Mario Alberto Arregui Vago