Por que um livro diferente?
Porque apesar de ser composto por palavras, e a primeira vista parecer apenas mais um livro de contos, ele vai além disso. É na verdade um livro de fotografias.
A fotografia é uma das mais belas expressões artísticas, e quando o assunto é arte, um olhar superficial é algo inútil. Deve-se olhar além da primeira impressão, buscar com atenção o verdadeiro sentido do que está proposto, recriar a história que envolve a cena.
E é isto que o livro vai nos mostrar. O quanto o simples pode ser incrível sob o olhar atento de cada um.
As histórias variam entre diversos assuntos e temas, prendendo o leitor do inicio ao fim.
Como os magníficos contos sobre o labirinto, que são ao mesmo tempo sutis e enigmáticos.
A ambiguidade de uma cena, que se encaixariam em 1000 possíveis finais, mas talvez nenhum seja o certo.
Ou o quanto uma ação inesperada pode ser tudo que precisamos para nos libertar.
A liberdade das coisas simples, que muitas vezes nos passam despercebidas.
A magia em dois mundos que se fundem.
O quanto a inteligência pode ser superestimada e ilusória.
Os valores que mudaram com o tempo, ou que foram ocultos e corrompidos com o passar dos anos.
Tantos pontos de vista diferentes, que é impossível não se encantar por cada detalhe.
Dentre todos, elegi o meu favorito “Perdi-me em Perdizes”.
Como disse no inicio, não são apenas contos, lendo com atenção e se deixando levar pelas palavras, pode-se visualizar as cenas, vivenciar o que é descrito, ser um espectador dessas fotos escritas.
Além de uma leitura rápida, envolvente e fluída, este livro me fez criar novos pontos de vista. Observar mais o mundo ao redor, ver as coisas incríveis, mesmo em meio à correria diária.
Agradeço a autora pela oportunidade de conhecer este livro incrível, que certamente transformou minha forma de ver a rotina.
Fica a recomendação. Leiam com a mente aberta e se deixem levar. Aproveitem verdadeiramente a leitura.
Quote: “E o que o poeta queria, afinal? Pela sua expressão logo pude responder. Ele queria ser livre, se libertar dos próprios pensamentos, descobrir estórias e histórias, personalidades perdidas.”