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    The Road -

    Cormac McCarthy

    Vintage International
    2006
    287 páginas
    9h 34m
    ISBN-13: 9780307386458
    4
    192 avaliações
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    Favoritos14Desejados235Avaliaram192

    A father and his son walk alone through burned America. Nothing moves in the ravaged landscape save the ash on the wind. It is cold enough to crack stones, and when snow falls it is gray. The sky is dark. Their destination is the coast, although they don't know what, if anything, awaits them there. They have nothing; just a pistol to defend themselves against the lawless bands that stalk the road, the clothes they are wearing, a cart of scavenged food - and each other.

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    Gabriela Dall Oglio Anderle picture
    Gabriela Dall Oglio Anderle16/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Is this the most depressing book ever written?

    *Primeiro livro da lista de leituras do mestrado* Esse livro me destruiu de diversas maneiras. Sensacional. Disclaimer: na resenha eu dou uma visão geral da história, foco em alguns detalhes, e no final escrevo uma parte *com spoilers* sobre o que mais me abalou na leitura. Enfim, já deixo dito que o livro é incrível. Recomendo pra quem quer entrar em depressão. "The Road" conta a história de um pai com seu filho em um futuro pós-apocalíptico - não muito distante - nos Estados Unidos. Eles viajam juntos em busca de alimentos e de um lugar mais quente pra sobreviver. Não é especificado no livro qual desastre ocorreu para que o mundo ficasse do jeito que está (frio, cinza, sem animais, sem comida, devastado), mas temos duas opções prováveis: capitalismo e ecocatástrofe. O cenário que percorre o livro todo é dessa devastação, corpos queimados, locais destruídos, uma visão turva causada pelas cinzas e fumaça. Na minha opinião, é o resultado que teremos em alguns anos de todo lixo químico descartado, queimadas, desmatamento, poluição do ar e água, tecnologia nuclear e etc. Atos humanos e suas consequências. Os seres humanos que sobraram estão todos na luta pela sobrevivência. Alguns, como o homem e o menino, tentam passar pela estrada sem incomodar outros viajantes, apenas cuidando da própria vida e buscando alimento - são caracterizados como "good guys". Outros, entretanto, aderem a práticas horrendas como meio de sobrevivência (estupro, assassinato e canibalismo), ou seja, "bad guys". O desafio desse pai é conseguir proteger seu filho dessas pessoas e do meio ambiente hostil. Enquanto o pai já perdeu esperança na humanidade das pessoas, o filho é a chama que mantêm o pai vivo (they carry the fire). O menino ainda vê bondade nas pessoas e está disposto a ajudar todos que cruzam o caminho. O pai, por experiência, sabe que o mundo é um lugar extremamente perigoso e tenta ensinar isso ao filho, para que ele seja capaz de sobreviver quando o pai se for. Porém, tal pensamento cega o pai de toda bondade que ainda existe (ínfima, sim, mas existente). Já o menino, com o olhar de criança, ainda carrega esperança no coração. É bonito, mas triste. A mensagem geral do livro é pessimista. A estrada nunca termina, os horrores permanecem. Você deve seguir em frente mesmo em meio a devastação. O que realmente importa? Qual é o propósito? Como ser humano em um mundo que perdeu toda humanidade? O menino tenta nos mostrar. Devemos escapar desse inverno e manter a chama acesa. Talvez exista esperança. Talvez. Detalhes interessantes: O mito do Graal = certamente inspirado em Chrétien de Troyes, o pai é o Rei Pescador, e o menino é Percival, ou até o próprio Graal. A bondade e a esperança do menino como antídoto para tudo que há de mal no mundo. Diálogos entre pai e filho sobre moralidade e ética no decorrer da história. Protocolo de Kyoto de 1997 = o livro foi publicado em 2006, poucos anos após o presidente Bush anunciar a não implementação do Protocolo de Kyoto nos Estados Unidos (alegando que isso criaria "setbacks" econômicos no país). O carrinho de compras = símbolo do excesso de consumo da sociedade estadunidense; aqui, representado como portador de tudo que pai e filho têm no mundo (cobertores, algumas latas de comida, água). _______________________________________________________________ Por que esse é o livro mais depressivo que já li? Minha resenha não consegue passar a tristeza que permeia essa história. Completamente traumatizante, a ponto de me fazer fechar o livro pra chorar. O amor desse pai pelo filho, a história e lembranças do passado deles, a bondade no coração dessa criança... As situações absurdas e terríveis que eles tem que passar juntos... O começo, o meio e o fim, é tudo muito triste e desesperador. SPOILER: como exemplo do que mais marcou e vai ficar pra sempre colado na minha memória, a cena em que os dois entram em um porão e encontram pessoas presas lá dentro, amarradas, mortas de fome, com membros faltando, e gritando por ajuda. Pessoas essas que foram capturadas e mantidas ali por um grupo de canibais que comem esses seres humanos aos poucos para poder garantir a sua sobrevivência. A cena segue com pai e filho fugindo, correndo para a floresta para se esconder, e esse pai, em toda sua coragem e devastação, ensina novamente o filho como cometer suicídio, para que o filho não sofra o mesmo destino das pessoas dentro do porão. Nos pensamentos desse pai, o desespero que corrói ele por dentro, ao pensar que talvez ele tenha que matar o próprio filho, para que ele não sofra nas mãos dos assassinos, estupradores e canibais. Eu terminei de ler a cena, fechei o livro e chorei dentro do ônibus. Simplesmente assustador, terrível. Aqui o Cormac McCarthy recebeu 5 estrelas. Manipulou meus sentimentos como se eu estivesse ali, junto desse pai.

    7 curtidas

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    Avaliações

    4 / 192
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas3%
    Charles McCarthy, Jr. profile picture

    Charles McCarthy, Jr.

    Cormac McCarthy (Rhode Island, 20 de julho de 1933) é um escritor norte-americano. Na juventude serviu na Força Aérea dos Estados Unidos durante quatro anos, e estudou Artes na Universidade do Tennessee. É vencedor do National Book Award, do National Book Critics Circle Award e do Prémio Pulitzer de Ficção 2007. Em 40 anos de carreira literária, produziu nove romances, entre eles Todos os Belos Cavalos, A Travessia e Cidade das Planícies, que o autor batizou de Trilogia da Fronteira. Onde os Velhos Não Têm Vez, lançado nos Estados Unidos em 2005, foi adaptado para o cinema pelos irmãos Joel e Ethan Coen, em seu filme No Country for Old Men, lançado em 2007 e vencedor do prêmio Oscar de melhor filme, em 2008. Avesso a entrevistas, Cormac McCarthy gosta de manter sua privacidade. O escritor tem sido comparado nos últimos anos a outros grandes nomes do romance contemporâneo norte-americano, como Don Delillo, Philip Roth ou Thomas Pynchon. No Brasil, McCarthy já foi publicado pela Editora Objetiva, pelo selo Alfaguara e pela Cia. das Letras, com os títulos Onde os Velhos Não Tem Vez, A Estrada, Meridiano de Sangue, Todos os Belos Cavalos, A Travessia e Cidade das Planícies.

    34 Livros
    197 Seguidores
    Rhode Island, Estados Unidos

    Charles McCarthy, Jr.