Orestes e um ponto de ligação entre as obras Coéforas e Eumênides, integrantes da Oresteia de Ésquilo, ou um ponto posterior a Electra, obra escrito tanto por Sófocles quanto por Eurípides.
Após o assassinato de Agamemnon por Clitemnestrea, esta é assassinada por seu filho, Orestes, com o apoio de sua irmã, Electra. A vingança do filho contra a mãe é narrado nas duas Electras, bem como em Coéforas. Em Eumênides, de Ésquilo, Orestes já se encontra diante do seu julgamento pelo assassinato. O que ocorre entre Tragédias é justamente o objeto de Orestes.
Orestes inicia-se logo após o assassinato de Clitemnestre. Orestes é tomado por uma angústia em razão da consciência do seu ato, e a narrativa se baseia na vingança do povo contra os irmãos Orestes-Electra desejosos que estes recebam punição capital. Neste momento chega Menelau, tio de ambos, que invés de ajudá-los, decide não apoia-los pois tem interesse em tornar-se rei também de Micenas.
Orestes então decide refugiar-se no palácio, assassinar Helena e raptar a filha de Menelau, Hermíone, para força-lo a defender o casal de irmãos. A reviravolta da narrativa decorre em seu momento final, quando o próprio Deus Apolo aparece para definir quais serão os atos de cada um, para que finalmente tenhamos uma solução para o assassinato de Agamemnon.
Para interessados na relação Hermione e Orestes, Jean Racine, um dos maiores escritores Teatrais Franceses, reconstruiu a narrativa em sua peça "Andrômaca", com tradução disponível para o Português.
Para uma releitura moderna da narrativa do assassinato de Clitemnestra por Orestes, Jean-Paul Sartres escreveu a peça "As Moscas", com tradução disponível em Português.