Time Regained (In Search of Lost Time #7) - Em busca do tempo perdido - volume 7

    Marcel Proust

    kindle Edition
    2013
    306 páginas
    10h 12m
    ISBN-10: B00FZ6YZSM

    Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust,French novelist, best known for his 3000 page masterpiece À la recherche du temps perdu (Remembrance of Things Past or In Search of Lost Time), a pseudo-autobiographical novel told mostly in a stream-of-consciousness style. Born in the first year of the Third Republic, the young Marcel, like his narrator, was a delicate child from a bourgeois family. He was active in Parisian high society during the 80s and 90s, welcomed in the most fashionable and exclusive salons of his day. However, his position there was also one of an outsider, due to his Jewishness and homosexuality. Towards the end of 1890s Proust began to withdraw more and more from society, and although he was never entirely reclusive, as is sometimes made out, he lapsed more completely into his lifelong tendency to sleep during the day and work at night. He was also plagued with severe asthma, which had troubled him intermittently since childhood, and a terror of his own death, especially in case it should come before his novel had been completed. The first volume, after some difficulty finding a publisher, came out in 1913, and Proust continued to work with an almost inhuman dedication on his masterpiece right up until his death in 1922, at the age of 51. Today he is widely recognised as one of the greatest authors of the 20th Century, and À la recherche du temps perdu as one of the most dazzling and significant works of literature to be written in modern times

    Edições (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Letícia Santos picture
    Letícia Santos16/12/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os verdadeiros paraísos são os que perdemos...

    Em Busca do Tempo Perdido é a história de uma verdadeira busca espiritual que deu certo. Busca que o volúvel e preguiçoso Marcel perde a esperança de empreender, desacredidando no seu talento para a literatura, envolvido demais com o mundanismo e suas belas meninas em flor. O tema do livro não é a memória, voluntária ou involuntária, como pode parecer no começo da leitura. A memória é apenas um meio limitado de ressituar-se no Tempo, encontrar-se nele. A descoberta da vocação literária do herói, e tudo que culmina na descoberta desta vocação e faz parte do aprendizado dele, é o tema principal. O livro termina quando ele começa a escrevê-lo: aquele tempo aparentemente perdido, aqueles dias banais, se tornam uma das mais magníficas obras da literatura. Porque Marcel vai compreender que a verdadeira genialidade do artista não está no tema, mas na forma, sua expressão estética. A memória na obra adquire uma função maior que a simples rememoração, ela se torna um instrumento de aprendizado para inteligência, e possibilita ultrapassar os limites das impressões momentâneas, que estão sempre a mercê do eu em seu estado atual, construindo assim uma análise extratemporal, com um significado mais amplo, mais completo. A famosa madeleine molhada no chá é só a primeira dessas manifestações de memória involuntária que farão o narrador pressentir uma realidade, uma verdade, para além da realidade cotidiana. Os hábitos entorpecem a sensibilidade necessária para debruçarmos sobre essas vislumbres de uma outra vida. A madeleine não tem nada de extraordinário em si, ela é um signo, que encerra o significado dessa sensação que traz tanta alegria a Marcel porque ela remete a um tempo que não é o passado, mas que se situa fora do Tempo e está diretamente ligada à eternidade: a comunicação com um eu adormecido. Quando a inteligência e a razão se descuidam, podemos visualizar de relance, preso a qualquer objeto, sabor ou cheiro, uma dessas visões de sonho que conversam diretamente com nosso espírito, que nossa inteligência não consegue compreender. A arte, a contemplação do prazer que ela causa, é o que Marcel acredita ser o caminho para esse encontro com um sentido verdadeiro da vida. Porque uma obra de arte se comunica diretamente com o esse mundo de sonho e beleza, não podemos apreciá-la com a razão, e um artista não é necessariamente alguém mais culto ou inteligente, mas um Elstir, homem de valor intelectual admirável, que se torna ignorante para pintar, se desliga de todas as noções da inteligência e cria visões de mundos ideais, onde o céu se liga com o mar, não porque realmente devesse ser assim, mas porque é assim que enxergamos, mas o hábito, a razão, a vida, nos ensina que é só uma ilusão, impedindo a apreciação de uma beleza que não é dos fatos, mas dos significados. Todo esse aprendizado, que transforma o narrador em autor, é feito através de grandes expectativas, imensas decepções, muita dor e um pouco daquela alegria que aprendemos a sentir quando descobrimos que a felicidade não provém dos outros ou das coisas, mas de nós mesmos. Percorrer as páginas desse romance é como ouvir uma melodia pela primeira vez, a Sonata de Vinteuil - tão fictícia e linda que dá saudades de ouvir uma música que nunca existiu -, onde no primeiro momento, sem a memória, não pode ser apreciada em toda a sua profundidade, mas que à medida que ela retoma aos seus próprios temas, nossa inteligência apreende a beleza que nosso espírito sempre intuiu haver nela. É por isso, detendo a posse dessa revelação, que terminamos a obra com uma imensa vontade de relê-la, para somar impressões mais completas com nossa leitura retrospectiva. O confronto da pessoa do artista com sua criação, o fazer artístico, o aprendizado dos signos da arte, podem ser traduzidos num personagem, a de sua musa Albertine: a figura oscilante e atrevida à beira mar, que irá se destacar aos poucos do grupinho de meninas que tanto perturba Marcel e cuja visão no litoral é digna de ser pintada por um Elstir. A jovem bacante surgida no dique de Balbec irá oferecer muitos aspectos para a interpretação do ciumento Marcel, tal qual o campanário de Martinville, outra impressão importante que o narrador tem e que com ela se repete a sensação tida com a madeleine. Além disso, o próprio nome dos lugares e dos seres irão interessar muito o narrador, devido à sua deficiência em conter os significados e expectativas que depomos neles, e também pelo face diferente que um mesmo nome nos apresenta no decorrer da vida. Nenhum ser, nenhum objeto ou uma história é um todo, completamente constituído. Colocamos muito de nós em tudo, e também no livro. Proust escreve com essa consciência de ser um intérprete de nós mesmos. Portanto, Em Busca do Tempo Perdido pode ter um horizonte infinito de leitura, a limitação só é determinada pela maturidade ou experiência do leitor. É uma longa leitura, mas não é difícil. O texto é rebuscado, num sentido mais de forma que de vocabulário. As longas frases e intermináveis parágrafos são famosos, e extremamente belos. Não é uma história de fatos, mas de experiências, portanto nada tem pressa de acontecer e a maneira como acontece ganha um significado imenso. E também é um retrato divertidíssimo da época, das pessoas e do próprio Marcel. É, Proust é muito engraçado. Através do riso, ele consegue o distanciamento necessário para falar de questões controversas, e mesmo que alguns achem que ele não é satisfatório como autor da causa homossexual, em minha opinião ele é visionário! Ele não é condescendente com ninguém, suas preferências e opiniões pessoais não comprometem a estética do romance. É um artista perfeito. A arte é mais precisa que a ciência e a literatura é mais completa que a vida. clorofilarosa.blogspot.com.br

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 165
    • 5 estrelas74%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas1%