Alana mora na rua com a mãe, conhece a miséria amarga que é esfregada à força na pele, até estar tão entranhada que não se diferencia mais da vida. As ruas de Curitiba se mostram um carrasco inescrupuloso para a menina, que descobre desde cedo o abuso e a indiferença. A falta de um abrigo, um aconchego quando a noite chega, a faz devanear sobre seus sonhos. O retrato do abandono que estampa os rostos, antes inocentes, mas que agora carregam o peso das decisões alheias.


