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    Mar absoluto e outros poemas -

    Cecília Meireles

    Global
    2015
    207 páginas
    6h 54m
    ISBN-13: 9788526022171
    Português Brasileiro
    4.3
    53 avaliações
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    Favoritos6Desejados177Avaliaram53

    A história de Cecília começa antes de seu nascimento. Inicia-se nos Açores, onde nasceram seus antepassados. E essa memória intrínseca à sua alma fora inspiradora para quase toda a sua obra. A beleza e o silêncio do mar foram enriquecidos com os mistérios e o lado obscuro da morte - revelando uma poesia mística, lírica e serena. Mar absoluto e outros poemas é um dos principais livros da poeta, que o escreveu entre as décadas de 1930 e 1940, e certamente um dos mais importantes momentos da poesia brasileira de hoje e de sempre. O significado de "Mar absoluto" pode ser o de mar total, ou mar sem limites e mar infinito; mas é mais exato pensar que sua significação seja indeterminada. Darlene J. Sadlier, professora da Universidade de Indiana, propôs que esse título pode sugerir diferentes ideias, como a do passado heroico dos navegadores portugueses, avós e tios de Cecília; a grandeza, a profundidade e a liberdade, opostas ao cotidiano que a autora chama de "mesquinho formigar do mundo".

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    Everton Vidal picture
    Everton Vidal07/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Terceiro livro da fase madura da autora (depois de Viagem e Vaga Música). O sentimento de ausência é a chave da sua poesia e está figurado nas palavras que sempre se repetem nos livros: morte, mar, viagem, navegação, rosa, retratos, etc. E é como se estes primeiros livros (ainda não li os posteriores) estivessem entrelaçados ao redor da fugacidade - eterna - da existência, da natureza humana vista pela perspectiva do tempo que tudo destrói. Mas apesar dessa temática negativa, é uma poesia doce, melódica, que flui afetuosamente entre métrica e rimas, como se a poeta estivesse rindo delicadamente no meio de uma tempestade. Como em Heráclito, "tudo flui e nada permanece", e este livro é a reação - de inconformidade e aceitação - da autora frente a esse mar absoluto, esse vazio gigantesco e desmedido de perenidade. Os cinco motivos da rosa são faróis onde a autora volta uma e outra vez para reexaminar o fluir da vida e de alguma maneira, talvez, o poema "4° motivo da rosa" seja uma síntese-superadora onde a rosa-vida lhe diz "Não te aflijas… por desfolhar-me é que não tenho fim". Sobre Elegia (poema que ocupa o terço final do livro): Poesia em homenagem da avó da autora, sua segunda mãe, Jacinta Garcia Benevides. Uma busca de alívio da dor através das relembranças, da superação do luto através do tempo, com a aceitação de que, apesar da inevitabilidade de que tudo passa, há o encontro do ser amado nas coisas cotidianas. Qualquer pessoa, cuja dor da perda de um ser amado ainda não foi cicatrizada poderá sentir algum auxílio e talvez consolação nesse poema doloroso e delicado. “Queria deixar-te aqui as imagens do mundo que amaste: o mar com seus peixes e suas barbas; os pomares com cestos derramados de frutos; os jardins de malva e trevo, com seus perfumes brancos e vermelhos. E aquela estrela maior, que a noite levava na mão direita E o sorriso de uma alegria que eu não tive, mas te dava"

    19 curtidas

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    Cecília Benevides de Carvalho Meireles profile picture

    Cecília Benevides de Carvalho Meireles

    Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931, publicou vários artigos sobre os problemas na educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro. Cecília Meireles lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, em 1940. Profere em Lisboa e Coimbra, conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.

    108 Livros
    941 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Cecília Benevides de Carvalho Meireles