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    Antologia Poética -

    Cecília Meireles, Cecília Meireles

    Nova Fronteira
    2001
    307 páginas
    10h 14m
    ISBN-10: 8520911528
    Português Brasileiro
    4.2
    1239 avaliações
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    Esta antologia, publicada pela primeira vez em 1963, revela um precioso auto-retrato da escritora. Além de ser a sua primeira coletânea, foi também a única em que ela própria selecionou todos os poemas, retirados de diversos livros seus, além de poemas inéditos até aquela época.

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    Jairo Silva picture
    Jairo Silva05/08/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Autorretrato

    Esta Antologia Poética publicada em 1963, apresenta a primeira e única coletânea de poesias selecionadas pela própria autora. Compõe a obra poemas extraídos de 14 livros, sendo alguns desses famosos, outros inéditos e alguns não tão mencionados. Ler uma antologia é a oportunidade de mergulhar no universo pessoal do artista, já que os textos são aqueles que o autor mais prestigia e, por certo, que melhor representam a emoção pretendida nas palavras. ⚠️✒️ Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha face? Interlúdio As palavras estão muito ditas e o mundo muito pensado. Fico ao teu lado. Não me digas que há futuro nem passado. Deixa o presente — claro muro sem coisas escritas. Deixa o presente. Não fales, Não me expliques o presente, pois é tudo demasiado. Em águas de eternamente, o cometa dos meus males afunda, desarvorado. Fico ao teu lado. 🚸 Por fim, um exemplar da poesia voltada para o público infantil. Ou isto ou aquilo Ou isto ou aquilo Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo… e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.

    53 curtidas

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    Cecília Benevides de Carvalho Meireles profile picture

    Cecília Benevides de Carvalho Meireles

    Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931, publicou vários artigos sobre os problemas na educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro. Cecília Meireles lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, em 1940. Profere em Lisboa e Coimbra, conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.

    108 Livros
    941 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Cecília Benevides de Carvalho Meireles