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    A Ilha de Hélice -

    Júlio Verne

    Matos Peixoto
    1966
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    30 avaliações
    Leram43Lendo5Querem23Relendo2Abandonos1Resenhas4
    Favoritos0Desejados23Avaliaram30

    "A Ilha Standart singrava muito devagar as águas do Pacífico, que nessa época do ano justifica seu nome. Habituados há vinte e quatro horas a esse deslizar sereno, Sebastião Zorn e seus companheiros já nem mesmo percebiam que estavam navegando. Por mais poderosas que fossem as suas centenas de hélices, movidas por dez milhões de cavalos, transmitia apenas ligeira vibração pelo casco metálico da ilha. A cidade do Bilhão não estremia sob a sua base. Nada se sente nas oscilações do mar, que, contudo, afetem os mais fortes couraçados." Mais informações sobre a obra Em "A ilha de hélice", Júlio Verne reúne dois de seus assuntos prediletos: a vida em um ambiente restrito (o enclausuramento) e a idéia da reconquista do paraíso. Casam-se, na narrativa, dois temas: o do éden, o paraíso terrestre reconquistado, e a idéia de que o homem ainda não faz por merecê-lo. E neste último caso, Verne aciona igualmente a sátira: ao mesmo tempo que exalta essa obra-prima da técnica, transforma seus habitantes num retrato da humanidade, pois a ilha é palco de uma luta interna, desarrazoada, que termina por destruí-la. As duas famílias mais importantes do lugar disputam ferozmente o domínio total da ilha, e Verne explora ao máximo essa divisão maniqueísta, não raro tecendo comparações com a Guerra de Secessão dos Estados Unidos, que muito o impressionara. Vai ainda mais longe, introduzindo o tema de Romeu e Julieta: o filho de uma das famílias ama a filha da outra; é claro que nenhuma das famílias deseja o romance deles. A catástrofe geral que acaba por destruir a ilha é fruto da posição intransigente dos dois chefes de família, que pensam exclusivamente nos seus interesses pessoais. Júlio Verne quis, evidentemente, apontar para o perigo de posições extremadas em blocos antagônicos, quer no terreno político-econômico, quer na faixa religiosa. E nem se diga, infelizmente, que tais preocupações estão ultrapassadas... Mais informações: http://jverneportugal.blog.pt/2119082/#cmts

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    Resenhas (4)Ver mais
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    Carolina Alecrim24/06/2025Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Arrastado demais.

    Achei o livro muito longo e com capítulos arrastados. Sempre que algo mais interessante acontece na história, o momento passa rápido demais. Por exemplo: a ameaça dos canibais que quase comeram um dos artistas, o ataque à ilha, os animais (que, aliás, foram a parte de que mais gostei) sendo caçados, e até o romance no estilo Romeu e Julieta. Todos esses eventos parecem promissores, mas se resolvem de forma apressada. No geral, senti que a leitura é demorada e um pouco maçante. Por outro lado, o final traz uma crítica muito interessante, mostrando que, mesmo sendo o maior dos gênios, o ser humano ainda não é capaz de lidar com a genialidade do Criador. Eu não esperava que a ilha fosse destruída — esse desfecho realmente me prendeu. Apesar desse ponto positivo no final, não é um livro que eu recomendaria a um amigo.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 30
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas0%
    Jules Gabriel Verne Allotte profile picture

    Jules Gabriel Verne Allotte

    Júlio Verne nasceu em 8 de fevereiro de 1828 na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. Seu pai, Pierre Verne, era um magistrado de Provins. A proximidade do porto e das docas constituíram grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Em 1839, partiu para Índia como aprendiz de marinheiro, mas foi interceptado por seu pai em Paimboeuf, o que fez Verne prometer que viajaria

    315 Livros
    1.902 Seguidores
    Loire-Atlantique, França

    Jules Gabriel Verne Allotte