Eu não me deixo levar por nenhum tipo de influência externa quando se trata de um livro de Mia Sheridan. Eu mergulho em cada leitura como se fosse a primeira. Eu amo tudo o que esta autora escreve. A fórmula pode ser a mesma, os protagonistas normalmente sofrem pelos motivos mais variados, é verdade, porém algo crucial sempre está presente, os apaixonados estão destinados a estarem juntos, custe o que custar.
Aqui ela reúne o filho do jardineiro com a filha de um multimilionário. Ele é irlandês de nascimento, cujo pai buscou um recomeço na América com seus dois filhos após a morte da esposa. Ela é mimada, linda e rapidamente cai de amores pelo belo jovem. Uma paixão ingênua, pura. Um grande mal entendido acaba por separar essas vidas de forma abrupta e dolorosa. Corações partidos e desejo de vingança se consolidam. Ah, esta autora sabe ser muito cruel com seus protagonistas.
Na segunda fase da leitura nos deparamos com um herói mais complexo do que nunca. Brogan Ramsay aos poucos vai relevando a sua personalidade, a forma como prosperou e se tornou riquíssimo ainda muito jovem. Ele é muito inteligente, um gênio da matemática, mas ele usou mais do que isso para se tornar um homem capaz de conseguir o que desejar. Ele sofre muito, mas está determinando a se vingar da heroína e de seu irmão, e o seu plano é executado de forma metódica e com consequências dramáticas. Enquanto o herói progredia, a heroína Lydia teve a sua vida caminhando na contramão. Assim, Ramsay alcança os seus objetivos. Mas a que preço?
Não é difícil concluir que após algum tempo o confronto ocorre. Bom, eu achei Ramsay endurecido, mas não tanto. Definitivamente eu não fui convencida de que ele era um vilão. Ao contrário. Um homem profundamente determinando a proteger a sua irmã, um sobrevivente, um amigo fiel e protetor dos menos favorecidos. Como condenar um homem deste? Lydia também é bastante impressionante. Valente, doce, uma mulher que sabe reconhecer seus erros e perdoar.
O amor entre eles é totalmente convincente, sensual, tocante. Eu amei a entrega, a busca do perdão, algo que não vem fácil. Afinal, “o perdão não é uma emoção. O perdão é uma escolha. E às vezes você tem que escolher mais de uma vez...” (tradução livre).
Lindo! Super recomendo!