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    Jean-Christophe (Coleção Nobel #050-54) - (5 Volumes)

    Romain Rolland

    Livraria Editora Globo, (RS)
    1946
    1790 páginas
    2d 11h 40m
    ISBN-10: 8525041955
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    A obra-prima de Romain Rolland, Jean-Christophe, 1904-1912, é um dos mais longos romances já escritos e, (assim como Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust), é um excelente exemplo de Roman-fleuve ("novel cycle") na França. Um épico na construção e estilo, rico em sentimento poético, apresenta as sucessivas crises que confrontam um gênio-criativo -- aqui o compositor alemão Jean-Christophe Krafft (modelado parcialmente na imagem e perfil de Beethoven) -- que, apesar dos desânimos e das tensões da sua própria personalidade turbulenta, é inspirado por uma grande energia e amor à vida. A amizade entre o jovem alemão e um jovem francês simboliza a "harmonia dos contrários" que, Rolland acreditava, poderia eventualmente ser estabelecida entre os Estados, países e nações de todo o mundo. [Wikipédia] Romain Rolland (1866 - 1944) foi um novelista, biógrafo e músico francês. Recebeu o Nobel de Literatura de 1915. Doutorou-se em arte em 1895, foi professor de História da Arte na École Normale de Paris e professor de História da Música na Sorbonne. Sua sensível obra concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista, além de demonstrar profunda compreensão sobre a alma humana. Escreveu peças de teatro, biografias como a Vida de Beethoven e Mahatma Gandhi, e o espetacular romance Jean-Christophe. Em 1923, fundou a revista Europe. Romain Rolland fez uma importante observação sobre o livro O Futuro de uma Ilusão de Freud. Esta observação foi a premissa usada por Freud para escrever o seguinte livro: O Mal-estar na Civilização. Quando o filósofo político italiano Antonio Gramsci escreveu, na prisão, que o "pessimismo da inteligência" não deveria abalar o "otimismo da vontade", estava citando Romain Rolland."

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    Solange Kusaba picture
    Solange Kusaba28/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Monumental

    A obra (10 livros dividids, nesta edição em 3 volumes)) narra a vida de Jean-Christophe Krafft, um músico genial, desde sua infância até sua morte, explorando temas como a arte, a luta pela liberdade, a solidão e a busca pela transcendência. Volume I: L1. O Alvorecer A Pureza da Infância e o Despertar da Consciência: "O Alvorecer" reflete sobre a pureza e a sensibilidade da infância, mas também sobre como as primeiras experiências de dor e conflito podem moldar uma pessoa. Jean-Christophe começa a perceber as contradições da vida e a desenvolver sua sensibilidade artística como uma forma de expressão e escape. A descoberta da arte e da dor como partes inseparáveis da vida. A música não é apenas um talento, mas uma força que molda a sensibilidade de Jean-Christophe, ao mesmo tempo em que o confronta com a dureza do mundo ao seu redor. L2. A Manhã A Busca pela Identidade e a Rebelião Juvenil: "A Manhã" reflete sobre a transição da infância para a adolescência, marcada pela busca por identidade e pela rebeldia contra as convenções. Jean-Christophe luta para encontrar seu lugar no mundo e expressar sua individualidade através da música. A inocência começa a se desfazer. Jean-Christophe percebe que o mundo exige mais do que talento: ele precisa lutar contra o sistema, contra as hipocrisias da sociedade e contra as desilusões da vida. É um período de aprendizado e amadurecimento forçado. L3. O Adolescente A Angústia da Juventude e a Busca pelo Sentido: "O Adolescente" reflete sobre a angústia e a solidão da juventude, especialmente para alguém tão sensível e talentoso quanto Jean-Christophe. O livro explora a luta para encontrar significado em um mundo que muitas vezes parece hostil e incompreensível. A música se torna não apenas uma forma de expressão, mas também uma busca pela transcendência e pela conexão com algo maior. A revolta contra as convenções sociais. Jean-Christophe quer ser livre, mas percebe que essa liberdade tem um preço. O livro ilustra a tensão entre o idealismo da juventude e as limitações da realidade. Sigamos a jornada

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    Romain Rolland

    Novelista, biógrafo e músico francês, ganhador do Nobel de Literatura de 1915. Romain doutorou-se em arte em 1895, foi professor de História da Arte na École Normale de Paris e professor de História da Música na Sorbonne. Para além da sua actividade docente, foi um reconhecido crítico de música. Estreou-se na escrita em 1897 com a peça Saint-Louis, que, juntamente com Aërt (1898) e Le Triomphe de la Raison (1899), fez parte da trilogia Les Tragedies de la Foi (1909). Em 1910 retirou-se do ensino para se dedicar inteiramente à escrita. Na sua obra concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista. Escreveu peças de teatro, biografias (Vie de Beethoven, 1903; Mahatma Gandhi, 1924), um manifesto pacifista (Au-dessus de la mêlée, 1915) e dois ciclos romanescos: Jean-Christophe (10 vols., 1904-1912), "roman-fleuve" (segundo as palavras do autor) consagrado a um músico genial, e L'Âme enchantée (7 vols., 1922-1934). Em 1923, fundou a revista Europe. Romain Rolland fez importante observação sobre o livro "O Futuro de uma Ilusão", de Sigmund Freud. Esta observação foi a premissa usada por Freud para escrever o livro seguinte "O Mal-estar na Civilização". Quando o filósofo político italiano Antonio Gramsci escreveu, na prisão, que o "pessimismo da inteligência" não deveria abalar o "otimismo da vontade", estava citando Romain Rolland.

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