Sob a ponte repousa o passado -

    Leon Nunes

    Página 42
    2016
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788594580009
    Português Brasileiro

    Com a morte de seus pais, que cria no escritor André Vital um bloqueio criativo, a culpa – de ter-se divertido enquanto perdia os pais – cai em seu colo como bomba. Envolve-se menos com literatura e afunda nos remédios. Passado obscuro. Perseguido em suas visitas ao cemitério por um antigo fã, é sequestrado. Quando consegue fugir, sofre acidente de carro que o leva ao coma; quando volta, adquire poderes extrassensoriais. O que André Vital nunca imaginara é que ali começava uma nova caminhada. Tendo ele como o próprio oponente. A que o levaria até o limite de sua existência. Uma jornada de amor fraternal e morte. Sua própria jornada.

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    Skooblover02/11/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    SOB A PONTE REPOUSA O PASSADO Nesta obra, Leon Nunes nos apresenta a Djosinsclaw ou Jo Vital - também conhecido no mundo da literatura em que vive como André Vital. Um homem assombrado pela perda dos pais e por um dom sobrenatural, que ele denomina de maldição. A primeira virada de página, antes do capítulo 1, coloca o leitor a par do tom utilizado pelo narrador, como lêssemos um diário pessoal, com memórias nítidas, expostas desde o primeiro até o último capítulo. Jo - André é um homem perturbado. A perda dos pais inicia este desequilíbrio. O ritmo utilizado por Leon é constante e faz com que se dê sequência à leitura, para conseguirmos entender o sofrimento de Jo - André. Se não bastasse isto, Jo se vê diante de um psicopata, disposto a tudo para possuir Jo em toda sua essência, através da morte. O tema o sequestro do escritor foi trabalhado por S. King, na obra Misery, porém Leon surpreende com a maneira como narra os fatos e o que traz o sequestro e “morte" de Jo - André. Ainda seguindo o mestre King, Leon nos coloca diante do sobrenatural, que Jo não entende e parece não se esforçar em entender, preso ao conceito que tem sobre seus dons. O antagonista mexe com nossas entranhas. É um personagem viceral. Acredito que ele seja o ponto alto da narrativa de Leon. A linguagem tem peculiaridades, próprias do autor, o que pode trazer certa estranheza no princípio, mas conforme a história avança, vamos nos acostumando com ela. Um conselho: não leia em dias nublados, nem em dias de tristeza, porque é necessário mergulhar no mundo de Jo a fim de entender sua mente perturbada, o que pode trazer algum desconforto. É preciso se manter atento às idas e vindas no tempo, utilizadas pelo autor para traçar a linha do tempo de Jo. Com certeza, um livro para ser apreciado. Boa leitura!

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