Fidel Castro: a vida, a revolução, as controvérsias e o legado.
Aventuras na História Nº 164 (Edição Especial - Janeiro de 2017) - Fidel Castro
não informado
Edição especial sobre o Fidel Castro publicada em janeiro de 2017. Em minha cidade quase não encontrei a revista nas bancas e fiquei pensando se não teria sido um dos maiores sucessos da "Aventuras". Não sei, mas se justificaria na importância histórica do sujeito, uma das maiores personalidades do século 20, ou então a revista estaria realmente muito legal. A leitura revelou o seguinte, nos pontos que curti... "El Jefe Máximo" é o artigo inicial e ressalta a origem do Fidel, com um olhar sobre sua juventude e formação. A descrição é de um sujeito hiperativo, apegado ao esporte (onde era multitalentoso) e com alguns prodígios em especial (como o talento como orador e capacidade de memorizar). Creio que em alguns pontos há exageros e isso faz parte da construção dos mitos. O rapaz, apesar do despreparo em algumas coisas ainda, tinha carisma estrategista. "A grande festa americana" mostra o cenário de Cuba na ditadura do Batista. Era um local de muito glamour, mas também de muita corrupção, originada principalmente da máfia americana. Faltou só ressaltar um pouco mais a questão da pobreza em paralelo, que estava condicionada à um estado de exploração e marginalização ante os privilégios da classe rica. No que percebi no texto, era tipo um apartheid. Os mafiosos pareciam comandar tudo. "Fidel, o início" é um dos artigos que mais curti e mostra como se deu a derrocada do Fidel em sua primeira iniciativa de derrubar o presidente Fulgêncio em 1953. O plano era ousado e otimista, mas acabou subestimando algumas coisas. Fidel tinha 26 anos e foi salvo de ser fuzilado pela intermediação de um padre. Quantas centenas de vidas depois ele tratou com inclemência... "Conspiração no México" fala do período de treinamento do Fidel como guerrilheiro, coisas que lhe deram vantagens na luta contra o exército cubano. Nesse período conheceu o Che Guevara. "Viagem infernal" mostra em detalhes a volta de Fidel para Cuba, em plano que quase foi massacrado, diante de imprevistos como atraso no desembarque, as condições acirradas do mangue, embates iniciais não previstos com o exército e até um traidor entre seus apoiadores. É incrível pensar que dos 82 guerrilheiros apenas 12 sobreviveram e estes conseguiram fazer uma revolução. Claro, apoiados no carisma e estratégia de guerra aperfeiçoadas no Fidel em seu treinamento no México. A batalha era desigual e o Batista tinha comprado armamentos pesados, mas o exército não tinha o refinamento em estratégias de guerra e isso pesou contra. "Dois minutos para meia-noite" aborda um dos momentos mais tensos na guerra fria, referente á crise dos misseis. O assunto é histórico mas não curti a abordagem do artigo, que confundiu mais que simplificou, quando se leva em conta leitores que não conhecem muita da história, como eu. Isso aí tem que ser tratado em um texto mais objetivo e didático, como foram os anteriores. "638 tentativas de zero sucesso" revela coisas inusitadas na tentativa da CIA de dar cabo do Fidel, no comando de Kennedy. Outros planos tiveram êxito e competência quando paralelos a estes contra o Fidel. Sacou aí? "Tira teima" apresenta gráficos de análise do antes e após Fidel. Sinceramente, são interessantes, mas faltou na revista uma dissertação em análise a isso. Foram algumas das coisas que li. Não tenho o Fidel com um olhar de heroísmo (principalmente o terrorista do Guevara), mas chama a atenção a questão de luta pelos ideais. Pena que nessa trajetória se tornou ditador e resolveu muita coisa no estilo talibã.
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