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    Edgar Allan Poe (Medo Clássico #1) - Vol. 1

    Edgar Allan Poe

    DarkSide® Books
    2017
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9788594540249
    Português Brasileiro
    4.3
    7014 avaliações
    Leram14635Lendo2311Querem20306Relendo36Abandonos417Resenhas687
    Favoritos1250Desejados20306Avaliaram7014

    Seguindo o padrão quase psicopata de qualidade que os leitores já esperam da DarkSide® Books, o livro é uma homenagem a Poe em todos os detalhes: da capa dura à nova tradução feita por Marcia Heloisa, pesquisadora e tradutora do gênero, além das belíssimas ilustrações em xilogravura feitas pelo artista gráfico Ramon Rodrigues. E o mais importante: o conteúdo selecionado que recheia as 384 páginas deste primeiro volume de Edgar Allan Poe: Medo Clássico. E que conteúdo! Pela primeira vez numa edição nacional, os contos estão divididos em blocos temáticos que ajudam a visualizar a enorme abrangência da obra. A morte, narradores homicidas, mulheres imortais, aventuras, as histórias do detetive Auguste Dupin, personagem que serviu de inspiração para Sherlock Holmes. O livro traz ainda o prefácio do poeta Charles Baudelaire, admirador confesso de Poe e o primeiro a traduzi-lo para o francês. Os contos são comentados na voz do personagem mais famoso de Poe, um certo pássaro de asas escuras como a noite. E por falar nele, Edgar Allan Poe: Medo Clássico apresenta “O Corvo” na sua versão original, em inglês, além de reunir suas mais importantes traduções para o português: a de Machado de Assis (1883) e a de Fernando Pessoa (1924). Uma obra tão completa que não poderia se limitar a um só volume. A DarkSide® Books já começa a organizar Edgar Allan Poe: Medo Clássico, volume 2. Além de Poe, Mary Shelley, Bram Stoker e Lovecraft também farão parte da coleção Medo Clássico, sempre com ilustradores convidados e tradutores que respiram e conhecem profundamente as obras originais. Nunca mais houve um autor como Poe. Nunca mais haverá uma edição como esta.

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    Marlon Santana27/07/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Medo Clássico Volume 1

    Trata-se de uma coletânea de contos escritos por Edgar Allan Poe, autor clássico de horror dos anos 1800. Esse é o segundo contato que tenho com a escrita do autor, ano passado havia lido o volume 2 das coletâneas lançadas pela Darkside. Como já conhecia, imaginava o que estava por vir, com uma escrita mais densa e um grande simbolismo. O primeiro conto, O Poço e o Pêndulo, até gostei, já que traz um sentimento de agonia e aflição que foi característico da história. A queda da casa de Usher ainda traz um ar sombrio e até interessante. E Ligeia tem uma construção boa. Algo que me incomodou foi que, no início, tudo parece ser a continuação da mesma história, por isso havia lido 8 contos e jurava que tinha sido apenas 5, certo que o sono ao ler o livro ajudou a dispersar a atenção. A parte mais negativa de todo o livro está por conta do Detetive Dupin, os contos com ele são enfadonhos, descrições sem fim sobre assuntos que pouco tinha a ver com os casos investigados e as explicações em si, traziam uma carga de densidade muito grande. O destaque desse livro está para Gato Preto, de longe o melhor conto, possui uma fluidez e progressão muito boas. Não há tanto simbolismo e nem subjetividade, por conta disso, agrada muito mais. O outro conto que gostei foi O Escaravelho de Ouro, as explicações são boas, apesar de alguns pontos terem bastante descrições, é mais objetiva. Ainda é trazido o poema O Corvo, tanto sua versão original quanto duas traduções, já que é bem complicado fazer a adaptação métrica e manter o sentido das frases e rimas. Mas o poema em si não me cativou. Sem dúvidas muitos autores se inspiraram em Poe para escrever, mas para mim, a leitura não funciona tão bem, e novamente o medo foi zero. Conteúdo literário no meu IG @Marlonbsan

    162 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 7014
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Edgar Allan Poe profile picture

    Edgar Allan Poe

    Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores, Edgar Poe ficou órfão ainda criança e foi adotado por um casal rico de Richmond, Virgínia, Jonh Allan e Frances Kelling Allan. Isso lhe permitiu ter uma educação de qualidade, bem como fazer uma longa viagem pela Inglaterra, Escócia e Irlanda com os pais adotivos. Regressou aos Estados Unidos em 1822 e continuou seus estudos sob a orientação dos melhores professores dessa época. Dois anos depois, entrou para a Universidade de Charlotesville, distinguindo-se tanto pela inteligência quanto pelo temperamento inquieto, que o levou a ser expulso da escola. A seguir, verificou-se um período ainda pouco esclarecido na vida de Poe, no qual se registram viagens fora dos Estados Unidos. Retornou a seu país em 1829 e manifestou desejo de seguir a carreira militar. Foi admitido na célebre Academia de West Point, mas acabou expulso poucos meses depois por indisciplina. Com a morte da mãe adotiva, John Allan voltou a casar-se, com uma mulher muito jovem que lhe deu dois filhos. Isso impediu que Poe se tornasse herdeiro da fortuna paterna e ele se afastou da casa do pai adotivo, deixando Richmond. Após um período de relativa dificuldade, conheceu uma certa prosperidade ao vencer simultaneamente os concursos de conto e poesia promovidos pela revista "Southern Literary Messager". O fundador da publicação, Thomas White, convidou-o a dirigir a revista que rapidamente se impôs ao público. Durante dois anos, Poe esteve a frente do periódico, onde pôde exibir seu talento, que se manifestava num estilo novo, no conto e na poesia, bem como pelos artigos de crítica literária que revelavam seu rigor e sensibilidade estética. Escritor bem-sucedido, Poe casou-se com Virginia Clemm. Entretanto, ao fim de dois anos, White cortou relações com o escritor, que já desenvolvera a doença do alcoolismo. Poe passou a produzir como "free-lancer", em grande quantidade, mas sem ganhar o suficiente para manter uma vida digna e saudável, o que o levou a afundar-se ainda mais na bebida. A morte de sua mulher agravou o problema. O escritor passou a suicidar-se aos poucos, bebendo cada vez mais e já sofrendo os primeiros ataques de delirium tremens. Numa viagem a Nova York, para tratar de negócios, parou em Baltimore e hospedou-se numa taberna onde se distraiu durante horas bebendo com amigos. Era a noite de 6 de outubro de 1849. O escritor morreu na madrugada do dia 7, aos 40 anos. Hoje Poe é um escritor estudado e cultuado em todo o Ocidente. Entre suas obras destacam-se: The Raven (O Corvo, poesia, 1845), Annabel Lee (poesia, 1849) e o volume Histórias Extraordinárias (1837), onde aparecem seus contos mais conhecidos, como "A Queda da Casa dos Usher", "O Gato Preto", "O Barril de Amontillado", "Manuscrito encontrado numa Garrafa", entre outros, considerados obras-primas do terror.

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    Massachusetts, Estados Unidas

    Edgar Allan Poe