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    Causos Russos -

    Mikhail Mikhailovich Zoshchenko

    Paulinas
    1988
    106 páginas
    3h 32m
    ISBN-10: 8505008014
    Português Brasileiro
    3.8
    65 avaliações
    Leram100Lendo2Querem22Relendo1Abandonos1Resenhas6
    Favoritos6Desejados22Avaliaram65

    Se a Revolução Russa abalou o mundo, o humor de Zochtchenko abalaria o sono de todos aqueles que, dormindo sobre os louros da vitória, não queriam enxergar as mazelas dos tempos pós-revolucionários. Sempre pronto a ridicularizar impiedosamente pequenos ou grandes "crimes", cometidos geralmente em nome da nova ideologia, o autor destes causos, ainda que partidário da nova ordem, traça dela um painel crítico, vivo e real, o que acabaria por lhe causar dissabores, pois a partir dos anos 40, suas obras não são mais editadas em seu país.

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    Errante25/02/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Csusos curtos e bem interessantes, pois tratam de temas cotidianos de pessoas simples. Um ponto interessante é o periodo histórico, pois tudo se passa na União Soviética pós-revolução, onde existe várias críticas ao regime socialista.

    7 curtidas

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    3.8 / 65
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    • 1 estrelas0%
    Mikhaíl M. Zóchtchenko profile picture

    Mikhaíl M. Zóchtchenko

    Um dos sucessores mais bem-sucedidos da tradição de Gógol na literatura soviética, Mikhaíl Zôchenko continuam pouco conhecido dos leitores estrangeiros. Ele escreveu a maior parte de sua obra nos anos 1920 mostrando como os ideias da revolução foram substituídos por valores da pequena burguesia. As histórias de Zôchenko são contos ou anedotas: curtos, em linguagem simples, frequentemente paradoxais e sempre muito engraçados. Mesmo assim, ele era um dos queridinhos da elite soviética, que via sua sátira de modo ideológico, como uma denúncia do “filistinismo” e dos “sinais de nascença do velho mundo”. Stálin, porém, viu na ficção de Zôchenko não apenas “heróis positivos” oportunistas, mas também um Lênin que assumiu as características de uma marionete de divertimento. Stálin sinalizou uma quebra e, em 1946, Zôchenko foi tachado como patrocinador vulgar e asqueroso de ideias não progressistas e apolíticas. Junto à poeta Anna Akhmátova, Zôchenko foi expulso, por decreto especial, da União dos Escritores e privado de seu cartão de alimentação de trabalhador. Editores, jornais e teatros começaram a cancelar contratos com ele e exigir que quaisquer adiantamentos fossem devolvidos.

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