Welcome to Derry, Maine. It’s a small city, a place as hauntingly familiar as your own hometown. Only in Derry the haunting is real. They were seven teenagers when they first stumbled upon the horror. Now they are grown-up men and women who have gone out into the big world to gain success and happiness. But the promise they made twenty-eight years ago calls them reunite in the same place where, as teenagers, they battled an evil creature that preyed on the city’s children. Now, children are being murdered again and their repressed memories of that terrifying summer return as they prepare to once again battle the monster lurking in Derry’s sewers. Readers of Stephen King know that Derry, Maine, is a place with a deep, dark hold on the author. It reappears in many of his books, including Bag of Bones, Hearts in Atlantis, and 11/22/63. But it all starts with It.
It -
Stephen King
Saindo do azul e mergulhando no negro
A Coisa está em todo o lugar: na violência, no sexo, na ganância, na loucura, no dinheiro... em nós Penso que ler A Coisa é como escalar uma montanha. Ficamos desconfiados e até assustados com o tamanho da obra, mas no final vemos que tudo valeu a pena e faríamos de novo. É uma experiência única, um amadurecimento como leitor. Não haveria maneira melhor de criar um cenário épico de terror do que confrontar sete crianças com uma força maligna poderosíssima, que se alimenta de medo e que para se tornar mais palpável aparece na forma de um palhaço. Acredite, depois de conhecer Pennywise, você terá outra visão sobre palhaços. Quem disse que eles são seres alegres e inofensivos? A fantasia criada por King e as trocas intertemporais dos Perdedores crianças e os mesmos na fase adulta, voltando a Derry para um novo confronto com IT, é feita com tamanha perfeição que nos sentimos como o 8º perdedor. Realmente, não tem como não se identificar com Bill, Ben, Mike, Bev, Eddie, Richie e Stan. O livro é considerado A Obra Prima do Medo (subtítulo da adaptação), contudo, é muito mais do que isso. A Coisa é um livro completo com temas variáveis, nele você encontra diversos debates, uma babel total de gêneros. Fica até difícil enumerar os fatos, pois são muitos, mas que juntos se concatenam formando uma imensa teia deveras compreensível, alucinante e bizarra. Ao chegar no topo de toda essa montanha, após ver todo o amadurecimento dos personagens com atitudes fortes e próprias, percebemos a grandiosidade e ao mesmo tempo a simplicidade de um livro de mais de 800 páginas. Tudo não passa de uma obra sobre o dom da amizade, afinal os Perdedores não tinham outra arma contra Pennywise senão o forte e inexplicável laço que os unia. Enfim, é até leviano e difícil expor toda uma análise complexa de personagens fascinantes e de toda a magia que cerca a cidadezinha de Derry. O livro é soberbo, comovente, cativante e tremendamente assustador. Uma dica é: leia o livro sem esperar terror, e sim uma fantasia. Assim, você vai submergir para um universo jamais visto no gênero. E quando decidir chegar em Derry, Pennywise te espera no fundo de um bueiro para lhe oferecer um singelo balão de gás, afinal, lá embaixo todos nós flutuamos.
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