For the Pre-Socratic philosophers the soul was the source of movement and sensation, while for Plato it was the seat of being, metaphysically distinct from the body that it was forced temporarily to inhabit. Plato's student Aristotle was determined to test the truth of both these beliefs against the emerging sciences of logic and biology. His examination of the huge variety of living organisms - the enormous range of their behaviour, their powers and their perceptual sophistication - convinced him of the inadequacy both of a materialist reduction and of a Platonic sublimation of the soul. In De Anima, he sought to set out his theory of the soul as the ultimate reality of embodied form and produced both a masterpiece of philosophical insight and a psychology of perennially fascinating subtlety.
De Anima (On the Soul) -
Aristóteles
Ótima edição da Editora 34
Esta edição da Editora 34 está realmente caprichada. Há um ensaio introdutório, sumário analítico, léxico e notas minuciosas que explicam com detalhes o texto aristotélico. Os estudiosos mais exigentes sentirão falta do texto original grego, o que para mim não foi um problema, pois conheço somente algumas expressões básica da língua. Se Platão distinguiu 3 funções da psyché, uma alma concupiscível, uma irascível e uma intelectiva, Aristóteles, analisando os seres vivos e suas características biológicas e psicológicas, apresenta nesta obra a distinção entre alma vegetativa, sensitiva e intelectiva (ou racional). A obra é divida em 3 partes, chamadas de Livros. No Livro I, Aristóteles apresenta o estado da arte, discorrendo sobre o que seus antecessores pensaram ser a alma. Havia predominantemente duas opiniões dominantes: a alma é o que faz mover e a alma é a percepção sensível. No Livro II, o estagirita apresenta sua definição de alma: primeira atualidade de um corpo natural que tem em potência vida; primeira atualidade do corpo natural orgânico. As faculdades da alma são de caráter vegetativo, como nascimento, nutrição e crescimento (plantas); sensitivo-motor, como sensação e movimento (animais); e intelectiva ou racional (homem). No Livro III, Aristóteles discorre sobre a alma intelectiva, que possui o poder do pensamento científico que tem como objeto a verdade em si mesma e o poder de deliberação que objetiva a verdade em razão de finalidades práticas e sensatas. O intelecto (nous) preexiste ao corpo e é imortal. Há dois fatores que fazem mover: o intelecto e o desejo. Na medida em que o animal é capaz de desejar, por isso mesmo ele é capaz de se mover. Mas ele não é capaz de desejar sem imaginação e toda imaginação ou é raciocinativa ou perceptiva. Não é uma obra de fácil assimilação. De acordo com o que já estudei sobre filosofia grega, penso que as obras Ética a Nicômaco e Política são as portas de entrada mais acessíveis ao pensamento Aristotélico. Até mesmo a Metafísica consegui compreender melhor. Pretendo retornar ao texto do De anima em outras oportunidades.
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