Superinteressante 378 (Agosto de 2017) - Sapiens, uma nova história da humanidade

    não informado

    Abril
    2017
    78 páginas
    2h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Edição de agosto de 2017.

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    R .04/09/2017Resenhou um livro
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    Opa! Super do mês de Agosto... Atrasado nas leituras, mas ansioso para curtir. Logo no início tem um artigo em questionamento ao Brasil não deixar de ser pobre, em paralelo as riquezas que possui. A resposta é o poder político e econômico concentrado em um pequeno grupo, que faz com que as coisas permaneçam secularmente desse jeito. O texto retrocede à época do colonialismo para entender essa história, quando haviam nações com condições menos favorável que a nossa, mas deram um salto à nossa frente. Vemos que elas diversificaram a produção de bens em diferentes culturas e favoreceram a formação de indústrias secundárias, estimulando o comércio e crescimento econômico. Já em nosso país, e outros menos desenvolvidos, valorizou-se a monocultura em determinados momentos (açúcar, café, borracha), sem a formação de uma indústria de beneficiamento, que desse oportunidades maiores aos trabalhadores e ao comércio. Basicamente, produzia-se algo, com exploração, exportando-se sem maiores aperfeiçoamentos. É tipo uma matéria prima que vai ser utilizada em indústrias externas. Assim, enquanto estamos em um estado com pouca alteração (exportando, carne, frutas e outros produtos), os países mais desenvolvidos exportam avião, circuitos eletrônicos, carros e por aí. O capital fica retido com o produtor e sem a industrialização mais presente, acaba não circulando, concentrado nas mãos de poucos. Outra coisa mostrada é que a infraestrutura nos países desenvolvidos é pensada dentro de uma rede interligada, enquanto em nosso país acaba direcionada para um grupo interesseiro em seus ganhos com isso. Foi o que entendi. Eita! Quando a gente pensa que está tudo controlado, aí aparecem doenças pouco conhecidas, de grande impacto, como a de uma gonorreia incurável causada por uma superbactéria e a doença de um carrapato que causa alergia violenta a carne, sem cura. Rapaz! Parece que quanto mais a humanidade progride por um lado, por outro herda umas coisas visceralmente primitivas, capazes de epidemias como em outros tempos, que acabamos pensando que são coisas só do passado. Olha que legal essa! Nem nos tempos de acadêmico em Enfermagem sabia que a luz atravessava a barriga das grávidas provocando alguns estímulos nos fetos, como um rudimentar reconhecimento de rostos. Ah, uma HQ que quero conferir: "A diferença invisível", que aborda a questão do autismo. Parece legal e reveladora, talvez até desmistificadora. Copiei, quero ler também... __________ Em 06/09/17 A reportagem de capa fala sobre o evolucionismo, que agora tem uma nova dinâmica, de que coexistiram várias espécies e estas cruzaram entre si. Também dizem que há um ancestral comum para todos os primatas, mas nunca foi achado, e só existem as especulações, que também vão mudando eventualmente na interpretação dos homens... Outra afirmação é que o berço da humanidade foi na região africana correspondente, mais ou menos, à Etiópia. De lá teriam saído migrações que se desenvolveram pelo mundo. Gostei da reportagem sobre o "Ornitorrinco". Ô bicho esquisito, parecendo saído de contos fabulosos! O enfoque é o impacto que causou, ao ser descoberto, para os padrões de classificação da ciência nos idos de 1700. Fundiu a cabeça dos cientistas em cerca de 50 anos, até o estabelecimento dos monotremados. Diga-se de passagem que a Oceania trouxe também outras esquisitices desconhecidas em desafios para a ciência do contexto. Tem equidna, kiwi, canguru, coala e por aí. As esquisitices do Ornitorrinco foram mostradas em um gráfico legal e poderiam pegar essa ideia e abordar anatomicamente outros bichos esquisitos também. Quer saber de um, que muita gente conhece em partes? O poraquê da Amazônia. Imagina só que aquele corpão é só para dar suporte para o mecanismo de choque e as vísceras ficam confinadas na cabeça... Lá está o cérebro, intestino, etc e tal. Eca! debaixo da boca dele fica o cagador (KKKK! Não sei o nome que se aplica) e queria saber como ele realiza a reprodução. Essas coisas me fascinam na aprendizagem... Voltando ao ornitorrinco, o que parece mais esquisito é o fato de ser um mamífero que põe ovos e ter um esporão inoculador de veneno. "A Nova rota da seda da China" é uma reportagem que ilustra aquele questionamento do Brasil ser rico e pobre. O superprojeto de desenvolvimento da China prevê a criação e aperfeiçoamento na infraestrutura industrial. Bem se vê que não basta ter matéria prima... Ah, e na seção do "Oráculo" gostei da origem da expressão "Rei da cocada preta". Vem do tempo do império, quando o guloso D. João tinha privilégios e papava as melhoras cocadas antes de todo mundo (e eram bem pretinhas naquele tempo, talvez pelo açúcar mascavo). Assim a expressão é associada a alguém que toma privilégios para si ou se porta de maneira arrogante se achando melhor que os outros.

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