Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores105
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Diante do Extremo -

    Tzvetan Todorov

    UNESP
    2017
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788539306817
    Português Brasileiro
    4.3
    8 avaliações
    Leram16Lendo2Querem87Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos3Desejados87Avaliaram8

    De todas as instituições do século XX, certamente os campos de concentração estão entre as mais sombrias e assustadoras, justamente por nos revelar uma face da humanidade até então desconhecida ou ao menos ignorada: aquela capaz de organizar racional e institucionalmente o extermínio em massa de seus integrantes. Foi nesses locais de confinamento, tortura e penúria que pudemos observar os limites do homem em situações de terror, tanto dos que o praticam como daqueles que o sofrem. Mas em uma realidade tão drástica e limitadora, haveria espaço para virtudes heroicas, ou ali reinaria apenas o ódio recíproco? Seria então possível refletir sobre a moral das ações de personagens de ambos os lados em um ambiente “desumano” como esse? Todorov mergulha em vasta literatura memorialista dos sobreviventes de campos de concentração, nazistas e soviéticos, e em depoimentos de agentes desses regimes para nos mostrar que a vida nesses lugares, ao contrário do que é comum que se acredite, não perdeu sua dimensão moral. Nos relatos de que se vale o autor, encontramos entre os detentos as mais variadas demonstrações de companheirismo, fidelidade incondicional e resignação estoica, mas também atos de covardia e traição, obviamente compreensíveis em seu contexto. Da mesma forma, conhecemos mais a fundo o sangue-frio e a truculência dos oficiais do regime, mas algumas vezes somos surpreendidos por exemplos seus de comiseração e empatia que parecem tentar escapar às sólidas barreiras do totalitarismo.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Marcelo Gabriel Delfino picture
    Marcelo Gabriel Delfino04/01/2025Resenhou um livro
    1.5 (Ruim)

    Certas leituras só pioram com o tempo. Ou, para ser mais exato, pioram à medida que conhecemos autores mais completos. A base de Todorov vem - pasmem - do grande moralista Jean-Paul Sartre, um sujeito viciado em cocaína, que seduzia jovens com seu prestígio e as levava para a cama junto com sua esposa. Também foi um dos intelectuais, junto com Foucault, Barthes, se não engano também Derrida, que assinou um documento pedindo a descriminalização do sexo com menores de idade. Sartre ensinou que uma escolha moral não depende do conteúdo, tampouco da história que envolve a tomada de decisão, mas da autonomia do sujeito que escolhe. A consequência disso é que qualquer esclarecimento é equivalente a não ser que o sujeito escolha livremente. Ora, dentro de tal pensamento, pedir pela liberação da pedofilia se torna um ato moral... Um autor que não via problemas nos campos soviéticos só podia fazer escolhas desse tipo. Enfim, essa avalanche fétida acaba contaminando o livro de Todorov. Porque um autor que vai escrever sobre a moral, ou seja, a maneira como pessoas comuns reagiram aos campos de concentração, não pode olhar para a moral apenas como um ato de liberdade e autonomia. Não pode se esquivar de explicações sobre como o regime se constituiu e nem como ele modificou a mentalidade de todo o povo - o que gerou escolhas equivocadas, mesmo que "autônomas". O livro simplesmente te falha em oferecer qualquer explicação ara fenômenos tão complexos, falha ao buscar respostas para atitudes verdadeiramente morais dentro dos campos, se limitando a coletar relatos sobre o tema e nada mais. Todorov escreve bem, o livro é fácil de ler e isso é um ponto positivo, mas que já leu Klemperer, Voegelin, Faye, entre outros, não vai encontrar nada de útil aqui. Havia lido este livro na faculdade e ficado com o sentimento de que algo havia escapado, que havia uma explicação que eu não conseguirá captar, mas agora vi que não. O livro é bastante limitado.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 8
    • 5 estrelas63%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    Tzvetan Todorov profile picture

    Tzvetan Todorov

    Filósofo e linguista búlgaro radicado na França, foi aluno de Roland Barthes e professor da École Pratique de Hautes Études e na Universidade de Yale e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris (CNRS) e do Centro de Pesquisa sobre as Artes e a Linguagem da mesma cidade. Produziu vastíssima obra na área de pesquisa lingüística e teoria literária. O pensamento de Todorov direciona-se, após seus primeiros trabalhos de crítica literária sobre poesia eslava, para a filosofia da linguagem, numa visão estruturalista que a concebe como parte da semiótica (saussuriana), fato que se deve aos seus estudos dirigidos por Roland Barthes. Com a publicação de A Conquista da América, Todorov expõe suas pesquisas a respeito do conceito de alteridade, existente na relação de indivíduos pertencentes a grupos sociais distintos, cujo tema central encontra justificativa na situação do próprio autor, que é imigrante na França, um país onde a relação entre nacionais e estrangeiros é historicamente marcada por um xenofobismo não declarado. Todorov também escreveu a respeito do fantástico na literatura, fazendo a diferenciação entre a tríade: fantástico, estranho e maravilhoso.

    35 Livros
    83 Seguidores

    Tzvetan Todorov