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    História da sexualidade 1 (Biblioteca de filosofia) - A vontade de saber

    Michel Foucault

    Paz e Terra
    2017
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-13: 9788577532940
    Português Brasileiro
    4.3
    1144 avaliações
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    Favoritos3Desejados2956Avaliaram1144

    Pensado como uma introdução geral aos temas a serem desenvolvidos nos volumes seguintes, "A vontade de saber" é um livro ousado e surpreendente por mostrar com brilhantismo que, diferentemente do que em geral se pensa, a sexualidade não foi reprimida com o advento do capitalismo. Ao contrário, desde meados do século XVI — processo que se intensifica a partir do século XIX com o nascimento das ciências humanas e, sobretudo, da psicanálise —, o sexo foi incitado a se confessar, a se manifestar.

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    Carina de Luca picture
    Carina de Luca10/09/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O poder do sexo, o sexo do poder

    O livro é desconcertante, provocativo - não por falar de sexo, mas por mostrar o quanto estamos inseridos (há séculos) em uma sociedade que vincula sexo com poder. Foucault rompe paradigmas ao negar a ideia corrente de que por muito tempo a sexualidade foi reprimida. Ao contrário, diz o autor. Desde o século XVII, há um movimento constante e crescente que pede que nosso sexo seja exposto, julgado, avaliado, medido, controlado. Desde as confissões detalhadas aos inquisidores até às mais obscenas confissões no divã - há muito tempo que nos pedem o relato de nossa sexualidade. Não é de se estranhar, portanto, que hoje estejamos vivenciando uma sociedade tão erotizada. Outro pensamento interessante do filosófo são suas ideias acerca do que representa, de fato, a psicanálise e todo o aparato médico que visa legalizar nossos corpos, separando o que é normal do que é histeria, incesto, loucura. Foucault não é um escritor difícil; bem como em algumas canções infantis enumerativas (o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar), o autor brinca com a linguagem retomando a todo momento os argumentos já expostos acrescidos de mais um. Entretanto, ainda assim não sei se compreendi a parte final da obra - ainda que o filosófo dê uma ajuda com o uso que faz da língua, seus pensamentos são complexos, difíceis de assimilar. Entretanto, são igualmente recompensadores.

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