Mary Barton -

    Elizabeth Gaskell

    Editora Record
    2017
    462 páginas
    15h 24m
    ISBN-13: 9788501110312
    Português Brasileiro

    Clássico impactante e à frente de seu tempo, de uma das grandes escritoras inglesas do século XIX, Elizabeth Gaskell. Elizabeth Gaskell escreveu este romance em meio à crescente Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, e às lutas trabalhistas por mais direitos. Apesar de sua origem burguesa e embora ela não tivesse a intenção de apoiar diretamente a revolução, o livro chegou a ser considerado subversivo devido à sensibilidade com que lida com a causa trabalhista. Além disso, sua protagonista ganha status de heroína, papel que em geral não cabia às mocinhas da época. A trama se desenvolve em torno de John Barton, operário que cria sozinho sua filha, Mary, e leva uma vida difícil com o pouco que ganha. A moça logo começa a trabalhar como costureira, para ajudar seu velho pai nas despesas. Inesperadamente, porém, Mary Barton se ilude com as propostas de Henry Carson, filho do dono da fábrica em que seu pai trabalha, apesar de seu coração bater mais forte por Jem, um jovem amigo da família e operário como seu pai. Assim se forma o triângulo amoroso que permeia a trama. Enquanto isso, a situação social na cidade de Manchester se agrava e, entre a falta de emprego e os salários miseráveis oferecidos, os trabalhadores escolhem negociar e protestar. Gaskell nos apresenta um final surpreendente, tanto para o embate social quanto para o desfecho amoroso.

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    Elton C. S.14/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mary Barton: uma narrativa de contrastes

    Mary Barton é o primeiro romance da escritora inglesa Elizabeth Gaskell (1810-1865). A obra foi publicada originalmente em 1848 e tem como panorama histórico as mazelas enfrentadas pela classe trabalhadora inglesa no século XIX, em função do fosso social existente entre ricos e pobres. A história se desenvolve a partir de dois eixos. O primeiro, protagonizado pelo tecelão John Barton, gira em torno do conflito entre patrões e empregados, acentuado pela onda de desemprego provocada pela mecanização da indústria têxtil. O segundo eixo, centrado na filha de Barton, se desenvolve a partir do triângulo amoroso vivido pela “heroína” e seus dois pretendentes de classes sociais distintas: Jem Wilson, um funileiro que Mary conhece desde a infância, e o jovem Henry Carson, herdeiro de uma fábrica de algodão. Embora o título da obra faça referência a Mary Barton (uma escolha que a princípio causa confusão, pelo fato de mãe e filha terem o mesmo nome), quem ganha maior destaque durante boa parte da narrativa é John Barton. Gaskell o descreve como uma bióloga faria diante de “um espécime perfeito” (p.13), com a diferença que a escritora parece menos encantada com o seu objeto de análise. Retratado como um homem “de baixa estatura e bastante magro; quase parecia um anão; e seu rosto macilento e sem cor dava a ideia de que, na infância, ele sofrera as privações que eram consequência de épocas de escassez e de hábitos imprudentes” (p.13-14), Barton reúne um conjunto de características físicas no mínimo incomuns nos heróis típicos dos romances vitorianos. Nem mesmo ao destacar suas virtudes ela o coloca sob uma luz mais favorável, já que, embora faça referência ao fervor, entusiasmo e altruísmo do personagem, a autora não hesita em destacar sua imprudência e antecipar a transformação negativa pela qual ele passará. Continue a leitura em: https://hipertextos.home.blog/2024/02/14/mary-barton/

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