Contra el odio - Un alegato en defensa de la pluralidad de pensamiento, la tolerancia y la libertad

    Carolin Emcke

    TAURUS
    2017
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: B01N9W9AGM
    Espanhol

    n este contundente y brillante ensayo, la intelectual Carolin Emcke reflexiona acerca de las grandes cuestiones de la actualidad: el fanatismo, el racismo y la creciente desconfianza, por no decir hostilidad, hacia la democracia. Un alegato en defensa de la pluralidad de pensamiento, la tolerancia y la libertad. «El odio solo se combate rechazando su invitación al contagio. Es necesario activar lo que escapa a quienes odian: la observación atenta, la diferenciación constante y el cuestionamiento de uno mismo.» Carolin Emcke Racismo, fanatismo, antidemocracia... en un espacio público cada vez más polarizado se impone un pensamiento que solo permite dudar de las opiniones ajenas, nunca de las propias. A este planteamiento dogmático, Carolin Emcke -premio de la Paz de los libreros alemanes y una de las intelectuales europeas más interesantes de su generación- contrapone un elogio comprometido de lo diverso, de lo «impuro». La respuesta a nuestros problemas actuales no puede quedar relegada sencillamente a los políticos, ya que todos somos responsables de luchar contra todas las formas cotidianas de desprecio y denigración. La democracia solo es posible si tenemos el valor de enfrentarnos al odio. «Emcke demuestra que el diálogo es posible, y su libro nos recuerda que es una tarea que debemos abordar.» Fragmento del fallo del jurado del Premio de la Paz de los libreros alemanes

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    Berttoni Licarião03/11/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Contra o ódio [2016] Carolin Emcke (Alemanha, 1967-) Âyiné, 2020, 196 p. 📖 O ódio é uma narrativa repetida vezes sem conta. Suas malhas são formadas por visões particularmente reducionistas da realidade fundamentadas, com frequência, em noções unívocas (e esquizofrênicas) como “povo homogêneo”, “religião verdadeira”, “tradição original”, “família natural”, “cultura autêntica”. Em Contra o ódio, Carolin Emcke explora manifestações desse sentimento na contemporaneidade—sempre, claro, do ponto de vista de seu lugar no mundo (lésbica, jornalista, branca, alemã)—e propõe, à guisa de alternativa, um elogio ao impuro, “uma cultura da dúvida esclarecida” capaz de perceber que uma democracia não é a “ditadura da maioria”, mas “uma ordem na qual tudo o que não é justo ou inclusivo o suficiente pode e deve ser reajustado”, exigindo “uma cultura do erro, uma cultura da discussão pública caracterizada não pelo desprezo recíproco, mas por uma curiosidade mútua”. 📖 Na construção de seu argumento, Emcke analisa episódios recentes de atuação do ódio como potência que transforma o diferente em “invisível” ou “monstruoso”, a exemplo do caso do ônibus de imigrantes cercado por uma turba de nacionalistas em Clausnitz ou do assassinato do afro-americano Eric Garner, em plena luz do dia, estrangulado pelo policial Daniel Pantaleo em julho de 2014 enquanto repetia “I can’t breathe” (sim, exatamente). O ódio se nutre da deslegitimação do outro, da recusa, segundo Rancière, “de considerar certas pessoas como seres políticos, [...] de ouvir os sons saindo de sua boca como discurso”. O pulo do gato de Emcke, para além da identificação do racismo estrutural ou da intransigência do Estado Islâmico, por ex., se direciona à isenção, aos espectadores da injustiça, àqueles que, ao não intervir, possibilitam e ampliam o ódio como uma caixa de ressonância: “não são eles próprios que odeiam, mas eles deixam que outros o façam. Eles são, talvez, apenas indiferentes ou estão acomodados. [...] Não querem ser incomodados por essas discussões indigestas”. A verdade indigesta, aqui, é que há tanta maldade nestes quanto naqueles. E não há pior uso da vida do que ser indiferente.

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