Justino de Roma (Patrística #3) - I e II Apologias | Diálogo com Trifão

    Santo Agostinho

    Paulus
    1997
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788534900553
    Português Brasileiro

    Este volume traz as duas Apologias e o Diálogo com Trifão dirigidas ao imperador Antonino Pio e ao senado romano. As Apologias advogam a causa dos cristãos, pleiteiam seriedade e empenho pessoal do imperador no julgamento das causas e das acusações que levantam contra os cristãos. No Diálogo há o primeiro confronto entre o cristianismo e a filosofia grega, entre o cristianismo e o judaísmo.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (8)Ver mais
    Lucas Silveira picture
    Lucas Silveira26/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Justino e a ousadia cristã

    Ambas as apologias de Justino são muito fáceis de serem lidas. Justino escreve de modo claro, sem muitos floreios linguísticos. O que chama bastante a atenção é a ousadia com que ele fala aos imperadores romanos. Uma ousadia semelhante àquela com que João Batista falou a Herodes sobre Herodias. Ele basicamente pedia a liberdade de crença, mostrando que o cristianismo não apresentava nenhuma ideia nova que já não houvesse sido aventada por algum filósofo ou astrônomo grego (ressurreição, eternidade, alma, castigo divino, etc.). Já no diálogo com Trifão, Justino se mostra um pouco prolixo. Ao longo do texto, ele repete vários pensamentos e interpretações de passagens já explicadas anteriormente. Tudo bem que ele apresenta uma mea-culpa, alegando que o faz para que os ouvintes do segundo dia (o diálogo ocorre em dois dias) possam saber o que foi dito no primeiro. Mas, mesmo assim, ele podia ter sintetizado mais os assuntos. Ele interpreta várias passagens do AT, que eu não tinha me atentado, como sendo cristológicas. Ele até faz uns estudos exegéticos da tradução do pentateuco para o grego coiné feita para a biblioteca de Ptolomeu II. Os livros mostram que Justino era milenista e acreditava simultaneamente no livre-arbítrio e na soberania divina, embora ele não tenha tratado desse paradoxo que até hoje causa dúvidas. Em resumo, é um bom livro. A leitura é fluida nas duas partes iniciais, mas se torna um pouco prolixa na terceira parte. Mas, vale a leitura. Infelizmente, como a história mostra, as apologias não surtiram o efeito desejado e Justino acabou sendo martirizado pelos romanos no ano 165 da presente era.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 49
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%