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    Breves Contos Fantásticos (Mestres da Literatura de Terror, Horror e Fantasia #22) -

    Charles Baudelaire

    Triumviratus
    2017
    25 páginas
    50m
    ISBN-10: B06WV98ZVV
    Português Brasileiro
    3.3
    24 avaliações
    Leram12Lendo2Querem13Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos1Desejados13Avaliaram24

    Conquanto essencialmente poeta, Charles Baudelaire deixou apreciáveis textos em prosa. Nesta pequena antologia, apresentamos algumas breves narrativas — de cunho fantástico ou cruel — do grande escritor francês. Em “O Jogador Generoso”, conto sarcástico, alguém arrisca a própria alma para aliviar e vencer o tédio, origem de toda enfermidade e de todos miseráveis progressos humanos. Conto cruel, dedicado ao pintor impressionista Édouard Manet, “A Corda” nos impacta com a singular atitude de uma mãe em face da trágica morte de um filho. O trágico se mistura ao insólito em “Uma Morte Heroica”: por conspirar contra o seu impiedoso príncipe, um bufão é sentenciado à morte; todavia, antes de ser executado, terá de representar, para o despótico suserano, sua corte e os também condenados fidalgos conjurantes, um de seus principais e melhores papéis, amalgamando os deslumbramentos da Arte com as glórias do Martírio. “Cada Qual com a sua Quimera” e “Qual é a Verdadeira?” são dois poemas em prosa, de conotação absurda, nos quais Baudelaire antecipa o profundo e desolado mundo de Franz Kafka.

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    Antônio Cassio picture
    Antônio Cassio22/04/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Muito bem escrito, mas curtinho

    São contos curtos, simples, porém muito bem escritos. Pretendo ler mais do autor Citação: "a embriaguez da arte é mais apta que qualquer outra a velar os horrores do abismo;"

    4 curtidas

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    3.3 / 24
    • 5 estrelas8%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas42%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas4%
    Charles-Pierre Baudelaire profile picture

    Charles-Pierre Baudelaire

    Órfão de pai aos seis anos, Charles-Pierre Baudelaire viria a odiar o segundo marido da mãe, o general Jacques Aupick (mais tarde, esse sentimento inspiraria sua atitude rebelde em face das convenções sociais e dos temas frívolos na poesia). Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu os estudos em Lyon para fazer uma viagem à Índia. Na volta, participou da Revolução de 1848. Após esse período conturbado, passou a freqüentar a elite aristocrática. Envolveu-se com a atriz Marie Daubrun, a cortesã Apollonie Sabatier e a também atriz Jeanne Duval, uma mulata por quem se apaixonou e a quem dedicou o ciclo de poemas "Vênus Negra". Em 1847, lançou "La Fanfarlo", seu único romance (trata-se, mais propriamente, de uma novela autobiográfica). Dez anos depois, quando se publicaram "As Flores do Mal" ("Les Fleurs du Mal"), todos os envolvidos com o livro foram processados por obscenidade e blasfêmia. Além de pagarem multa, viram-se obrigados a retirar seis poemas do volume original (só publicado na integra em edições póstumas). Tanto "As Flores do Mal" como "Pequenos Poemas em Prosa" (póstumos, 1869) introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo opostos existenciais como o sublime e o grotesco. Entre seus ensaios, destaca-se "O Princípio Poético" (1876), em que fixa as bases de seu trabalho. Nos diários (também publicados postumamente), revela-se profético e radical contestador da civilização moderna. Literato que avançou as fronteiras dos costumes em sua época, Baudelaire lançou-se como crítico de arte no Salão de 1845, sempre buscando um princípio inspirador e coerente nas obras artísticas. ("Salão" era o nome pelo qual se conhecia a mais importante mostra anual da pintura e da escultura francesas.) De 1852 a 1865, Baudelaire traduziu os textos do poeta e contista norte-americano Edgar Allan Poe, por quem se entusiasmara já no final da década de 1840. Outro Baudelaire, o sifilítico e usuário de drogas, surge em "Os Paraísos Artificiais, Ópio e Haxixe" (1860), uma especulação sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirada pelas "Confissões de um Comedor de Ópio" (1821), do escritor inglês Thomas de Quincey. Há também obras de cunho intimista e confessional, como "Meu Coração Desnudo". Baudelaire foi um dos maiores poetas franceses de todos os tempos. Alguns o consideram um antecessor do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. Pioneiro da linguagem moderna, impôs à realidade uma submissão lírica. Embora muito criticado, tinha entre seus admiradores homens como Victor Hugo, Gustave Flaubert, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Dissipou seus bens na boemia e na jogatina parisienses. Mergulhado em dívidas, teve de resignar-se a medidas judiciárias tomadas pelos familiares, e um tutor foi nomeado para controlar-lhe os gastos. Seus últimos anos foram obscurecidos por doenças de origem nervosa. Após uma vida repleta de tribulações, Baudelaire morreu com apenas 46 anos, nos braços da mãe. Seu talento e seu intelecto só seriam totalmente reconhecidos depois. No século 20, tornou-se um ícone, influenciando direta e indiretamente toda a moderna poesia ocidental.

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