Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Dom Casmurro -

    Machado de Assis

    L&PM Pocket
    2017
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788525406798
    Português Brasileiro
    4.2
    120775 avaliações
    Leram332465Lendo9418Querem48526Relendo894Abandonos6737Resenhas8449
    Favoritos102Desejados48526Avaliaram120775

    Como ler Machado de Assis (1839-1908), o grande escritor brasileiro, autor de uma obra tão rica quanto múltipla, que tanto disse sobre o Brasil e sobre a natureza humana? Esta nova edição de Dom Cas­murro, romance publicado em 1899, tem o objetivo de auxiliar o leitor a penetrar no mundo e a conhecer a mente de Machado de Assis. Revista e cotejada com a edição crítica do Instituto Nacional do Livro esta­be­lecida pela Comissão Machado de Assis, traz, além de notas abundantes e de fácil com­preensão, um farto material que possibilita um melhor entendimento sobre o autor e sua obra: uma biografia, uma cronologia, um panorama cultural do Rio de Janeiro e um mapa da época. Capitu, Bentinho e Escobar formam o triângulo amo­roso mais conhecido da literatura nacional – com a condição de que acreditemos no narrador de um dos mais polêmicos romances brasileiros. Quem conta a his­tória de Dom Cas­murro é o próprio Bento Santiago, agora um senhor maduro que relembra a infância passada no bairro carioca de Mata­cavalos, quando conheceu o amor de sua vida: Capitu. Com a ironia que lhe é característica, Machado revolucionou o romance de amor, deixando para os leitores um dos grandes enigmas da nossa cultura: afinal, Capitu traiu ou não traiu?

    Edições (218)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (67)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (8449)Ver mais
    Rosa Maria Santana picture
    Rosa Maria Santana05/01/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não é Capitu que trai. É Bentinho!!! Só mesmo um escritor com toda a genialidade de Machado de Assis poderia ter criado esse que é um dos maiores enigmas da nossa literatura. Por traz do narrador casmurro ele manipula o leitor. O que Bentinho conta? A história de Capitu? É o que ele quer dar a parecer: a história de Capitu e sua traição. Mas o livro se chama "Dom Casmurro", referindo-se a ele próprio como sendo o desprezado e excluído da boa convivência, quando, na verdade, ele é que despreza as pessoas e delas se isola. Aí o perfeito jogo: ele, o fidalgo (Dom), é que se afasta das pessoas; que se dá a conhecer apenas superficialmente, pois não se aprofunda nas relações; o que se desliga de tudo; o que quer se fazer de coitado para ganhar a piedade dos leitor. Aí a traição de Bentinho. Ele trai o leitor. Mas essa traição - como todas, é lógico - é escamoteada por seu jogo retórico: o reprimido, o recalcado Bentinho dá-nos a ver suas "desconfianças" (aparência) - que nem precisam de provas - acerca do comportamento de Capitu. Ora, o romântico e imaturo personagem, de índole sonhadora que é hábil em encobrir seus próprios sentimentos até mesmo da própria figura respeitada da mãe, inventa ardilosamente... E só lendo nas entrelinhas para descobrir os ardis do narrador (a essência). Assim é Bentinho: um personagem romântico que contempla as estrelas (cap. CVI); um narrador "realista" que nos engana mostrando-nos uma Capitu habilidosa, sutil e prática, que calcula os objetivos a atingir, mas esconde essas características - que tb são as dele - ao traçar o próprio perfil. E mais: ele enfatiza a veracidade e objetividade do que está narrando. Mentira dele! Ele não pode ser imparcial, visto situar-se como protagonista do que conta, sendo subjetivo, claro; e parcial, evidente! Assim é que Bento (a ironia do nome!) trai o leitor desavisado, aquele que se fia nele, que fica no raso (ah! os leitores do Coelho!) através do perfeito jogo retórico em que o engendra. Mas há um outro leitor - aquele que o desmascara. Desse o narrador não obtém a solidariedade e ele fica cada vez mais solitário, mais casmurro, mais desprezado! Esse o enigma maior! Penso que, armando-o, para implantar a dúvida no leitor, Machado, com toda a sua habilidade narrativa, mostra-nos que o mundo das aparências é uma máscara que encobre o da essência: o ser humano é frágil e contraditório. É esse o drama da condição humana: as verdades (?) são frágeis; a natureza humana, também. .

    2148 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 120775
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições218
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas8449
    • Leitores398040
    • Similares67