O retrato de Dorian Gray (Clássicos da Literatura Universal) -

    Oscar Wilde

    Via Leitura
    2018
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788567097572
    Português Brasileiro

    Único romance escrito por Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray foi publicado em 1890 na revista Lippincott’s Monthly Magazine. Na ocasião, sem avisar o autor, os editores optaram por suprimir mais de quinhentas palavras do romance, por considerá-lo indecente. Esse ato revoltou Wilde, que republicaria o texto em livro no ano seguinte, revisado e ampliado – esta é a versão que trazemos nesta edição. Dorian é um homem que se encanta com a visão de mundo hedonista do aristocrata Henry Wotton, que considera que a beleza e a satisfação sexual são as únicas coisas que importam na vida. Ele deseja então vender sua alma para que apenas um retrato seu pintado a óleo envelheça e desapareça, mantendo sua juventude eternamente. Como Fausto, Dorian tem seu desejo atendido e parte para uma vida libertina e amoral. A obsessão estética e a vida de aparências são temas centrais de O retrato de Dorian Gray. Ao retratar uma questão humana que persiste por séculos, Wilde criou uma obra-prima da literatura que merece seu lugar entre os maiores clássicos da história.

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    Dominique Sampaio02/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um emaranhado de verdades, que teimamos em não enxergar...

    Fascínio! É a única palavra que me vem a mente quando me recordo da leitura de Dorian Gray. Como tudo na vida, o que nos é proibido, é gostoso, tentadoramente irresístivel. E Henry Wotton vem desmistificar para Dorian Gray, o pecado em toda a sua glória. Todos os desejos reprimidos, pensamentos ocultados sob o véu do medo e da moralidade, Henry expulsa com ideias totalmente insanas. Para ele, o que vale realmente é o agora, enquanto, somos jovens e belos, e possuímos o mundo a nossos pés. Li-o aos poucos como quem quer provar vagosamente algo realmente tentador... Henry não somente fascina Dorian, fascina ao leitor. Fascinou a mim. Suas ideias... ahh, se dessemos asas a elas, seriamos totalmente pervetidos e mundo seria um caos maior do que já é... Por outro lado, nossa alma, ahhh, essa sim, seria digna de análise. "Aquele retrato seria para êle o mais mágico dos espelhos. Do mesmo modo que lhe havia revelado seu próprio corpo, haveria de revelar-lhe sua própria alma." Em muitos momentos, durante a leitura, eu parei para refletir... se eu tivesse um retrato que mostrasse como minha alma realmente é, o que ele mostraria? Confesso que não gostaria de ver. Com Dorian não foi diferente, em diversas ocasiões, ele tinha nojo e medo de olhar-se no retrato e ver como sua alma estava manchada. Porém, em outros momentos, ele ficava enamorado por sua pervesidade e face manchada pelo pecado. Houve uma parte, no ápice da trama, em que eu tive que parar a leitura, foi demais para mim. Ele me causou nojo. Repugnância. Como Dorian pode machucar a única pessoa que se importou com ele? A única que indicou o caminho certo a percorrer e a única que acreditou que ele era um ser livre de pecados? Parei durante dois dias de ler, eu não conseguia chegar perto do livro tal foi minha dificuldade de compreender o que havia se passado. Cinco estrelas é pouco para classificar esse livro. Simplesmente, ele mostrou mais de mim mesma, do que jamais eu gostaria de ter lido. Há não ser que você seja santo, você também se identificará com Dorian Gray, o anjo caído.

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