Ter um lugar de fala representa poder, e esse é um dos motivos para que ao largo da História da humanidade sempre existisse disputas de posição dominante, para que as narrativas históricas privilegiem apenas um dos lados. Onde está a versão dos perdedores? O que aconteceu com os relatos, as justificativas e as explicações sobre como a derrota aconteceu?
Luis Felipe Sauvalle é perito no tema, historiador de formação ele é um dos escritores promessas do celeiro chileno - já acumula três prêmios nacionais. Sua obra Lloren, troyanos (terceiro livro do autor) é composto de contos (alguns premiados) que dá a voz aos perdedores, ele são os protagonistas e donos da História.
Nem sempre a derrota advém com o fracasso, fatalidades, acidentes e incidentes podem acometer qualquer um seja você uma pobre criança num colégio interno ou uma figura pública. Não importa o contexto, se está em Londres, na Rússia, ou no Chile, a vida é dura!
Os troianos eram o mais fortes, valentes e preparados, mas em um pequeno descuido e perderam tudo. Contudo não se trata de como aconteceu mas de como se perdeu, em outras palavras, o que a derrota levou além do que deveria? Mesmo quando a derrota é inevitável é possível encará-la e reunir forças para se recompor.
A palavra que ficou na minha mente desde das primeiras linhas até a última é: Elegância. Elegância no estilo, na escrita e no conteúdo é preciso saber perder e recomeçar.