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    Mordrake -

    Alan de Sá

    Independente
    2018
    13 páginas
    26m
    ISBN-10: B07FW11CD8
    Português Brasileiro
    3.5
    3 avaliações
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    Favoritos0Desejados3Avaliaram3

    Bem e mal são duas faces de uma mesma moeda. Retratada em obras como Batman: O Cavaleiro das Trevas, através do Duas Caras, ou em O Médico e o Monstro, no duelo pessoal entre o Dr. Jeklly e o Mr. Hyde. O quanto cada uma destas partes é importante para moldar quem somos é amplamente debatida nos dois exemplos. Como viver com este peso, de ter, em seu corpo e mente, cravado aquilo que mais o atormenta?

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    Ana Carolina Marquês picture
    Ana Carolina Marquês27/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A família Mordrake é a mais rica da cidade e Suzanne trabalha de bom grado para eles, mas uma coisa sempre a deixa com uma pulga atrás da orelha: Edward, o filho dos seus patrões. Ela nunca o viu, mas sabe que ele existe pois é responsável por deixar comida e roupas limpas atráves de um mecanismo que permita isso sem que os dois tenham o mínimo de contato possível. O Doutor Eobard é o único, além dos pais, que tem a chave do quarto de Ed, é um psicólogo habilidoso e charmoso, já que Suzanne tem uma quedinha (do tamanho de uma cachoeira) por ele. No decorrer das cenas a narração vai mudando entre os personagens e podemos ter um pouco do que é debatido entre médico e paciente, seus medos, traumas e aflições. Dá um dózinha do Edward porque ele é realmente excluído do mundo, mas não é algo que se possa mudar de um dia para o outro. Acontece que, assim que vai embora, de uma sessão frustrante o médico acaba deixando a porta destrancada e quando Suzanne percebe isso ela não perde a oportunidade de bisbilhotar, né? É um conto curto, a escrita é boa, mas eu senti falta de um aprofundamento maior nas cenas com o Edward e até mesmo com a Suzanne, talvez se isso fosse feito eu teria conseguido me conectar ainda mais com o conto e daria uma nota cinco. Um diferencial aqui é o final. Ele acaba tirando você da certeza absoluta de tudo que aconteceu na história e te joga em um paralelo onde só você pode decidir o que achar melhor. As opções estão abertas e são muito bem amarradas, dá pra perceber que não foram colocadas ali só pra tentar surpreender, elas realmente funcionam e isso é difícil de se achar, bem feito como foi aqui. Os diálogos são bons, eu gostaria de mais pra, como disse antes, me apegar mais nos personagens. Atualmente leio outra obra do Alan que é maior e se passa no Brasil, dá pra perceber bastante como é mais madura, firme e se conduz melhor. É uma ótima leitura se você estiver com a cabeça cheia e quer ler algo bom e rápido, com certeza vai surprir suas expectativas.

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    Alan Matos de Sá profile picture

    Alan Matos de Sá

    Baiano de Feira de Santana, é formado em jornalismo, mas atua como redator publicitário. Publicou o romance folclórico Marani em 2017, além de participar de antologias de terror e suspense, como Rio Vermelho (Luva, 2018), Daemonum Sigillum (Hope, 2018) e Creepypastas vol. 2 (Lendari, 2019), além de publicar O Lago Aruá (Editora Corvus) em 2019. Junto com Alec Silva e G. G. Diniz, é um dos criadores do movimento literário sertãopunk. Tem uma capivara de nome Esteban – Josevaldo, sua lagartixa, desapareceu misteriosamente.

    16 Livros
    14 Seguidores
    Bahia, Brasil

    Alan Matos de Sá