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    Foe -

    J.M. Coetzee

    Penguin
    2015
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-10: B00Y3VX70W
    3.6
    122 avaliações
    Leram178Lendo14Querem283Relendo1Abandonos4Resenhas11
    Favoritos0Desejados283Avaliaram122

    In an act of breathtaking imagination, J.M Coetzee radically reinvents the story of Robinson Crusoe. In the early eighteenth century, Susan Barton finds herself adrift from a mutinous ship and cast ashore on a remote desert island. There she finds shelter with its only other inhabitants: a man named Cruso and his tongueless slave, Friday. In time, she builds a life for herself as Cruso's companion and, eventually, his lover. At last they are rescued by a passing ship, but only she and Friday survive the journey back to London. Determined to have her story told, she pursues the eminent man of letters Daniel Foe in the hope that he will relate truthfully her memories to the world. But with Cruso dead, Friday incapable of speech and Foe himself intent on reshaping her narrative, Barton struggles to maintain her grip on the past, only to fall victim to the seduction of storytelling itself. Treacherous, elegant and unexpectedly moving, Foe remains one of the most exquisitely composed of this pre-eminent author's works.

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    Resenhas (11)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1110/03/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Revisitando Dafoe...

    Neste volume tem Cruso (assim mesmo, sem o é), tem Sexta-Feira (isso não mudou) e tem também uma mulher, Susan Barton (que não havia antes). Eles convivem numa ilha durante cerca de um ano até serem resgatados por um navio. Cruso morre durante a viagem de volta, Susan e Sexta-Feira passam a viver na Inglaterra. Lá, ela tenta convencer Foe, um escritor, para que ele conte sua história, assim publicar um livro e ganhar dinheiro. A história de Susan é a da mulher que buscava a filha desaparecida, que deveria estar na Bahia, em Salvador. Mas não. Na volta para casa ela foi abandonada num bote depois de um motim de marinheiros e vai ter à ilha habitada por Cruso e Sexta-Feira. Tudo isso, a ilha, sua vida lá, o convívio com os dois homens, eis o material para Foe trabalhar. Bem, até certo ponto a história narrada por Coetzee através de Susan Barton parece muito aventurosa e inventiva, esse negócio de retomar as aventuras dos dois conhecidos personagens de Dafoe. Mas aos poucos o livro começa a ficar meio estranho, quer dizer, o episódio contado pela perspectiva de Susan Barton não encontra a receptividade que ela esperava receber do escritor Foe, as coisas ficam estagnadas e duvidosas. Pois a história que ele deseja contar sobre esse mesmo episódio (quer dizer, aquilo que Dafoe contou) não bate com a dela, claro. Estamos no terreno da metalinguagem. Melhor, já estávamos nele desde o título, na verdade. Foe é Dafoe? Foe é Dafoe + Coetzee. Lido entre 06 e 09/03/2019.

    11 curtidas

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    • 1 estrelas4%